
Evento ocorre no Auditório Salomé Cabral no Centro de Ciências da Educação (CCE)
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizou, na manhã desta segunda-feira (21), a abertura do I Seminário de Educação Inclusiva e Acessibilidade (SEMEIA), que tem como tema “Capacitismo e Acessibilidade Atitudinal”. Promovido pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC), por meio da Coordenadoria de Inclusão, Diversidade, Equidade e Acessibilidade (COIDEIA) e do Núcleo de Acessibilidade da UFPI (NAU), o evento é realizado em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. A programação reúne, no Auditório do Centro de Ciências da Educação (CCE), representantes da UFPI, instituições parceiras e estudantes para discutir os desafios da inclusão e da acessibilidade no ambiente universitário.

Reitora Nadir Nogueira
A reitora da UFPI, Nadir Nogueira, destacou a criação da COIDEIA como uma iniciativa para fortalecer as políticas de acessibilidade e inclusão na Instituição. “Nós entendemos, desde o início, que era preciso tratar a acessibilidade como uma política de prioridade e, por isso, nós criamos a COIDEIA, uma coordenação que envolve a inclusão, a diversidade e a acessibilidade e que é coordenada, inclusive, por uma pessoa com deficiência, o professor Fábio Passos”, explicou.
Ao abordar o tema do SEMEIA, a reitora ressaltou a importância de ampliar o diálogo sobre a acessibilidade atitudinal e o respeito às pessoas com deficiência. “Muitas vezes você tem a política e os espaços reservados, mas as pessoas não respeitam. Então, nós vamos tratar especificamente sobre a questão da acessibilidade do ponto de vista da atitude, ou seja, acessibilidade atitudinal, nesta manhã, considerando a importância dessa pauta e porque é preciso que a universidade trate a acessibilidade sob todos os aspectos. É o acesso, do ponto de vista democrático, para os nossos alunos, mas também a sua permanência aqui, dando essas condições”, acrescentou.

Pró-reitor da PRAEC, Emídio Matos
O pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários, Emídio Matos, reforçou o compromisso da Universidade com a construção de um ambiente acessível e inclusivo para toda a comunidade acadêmica. “O que a gente espera é cada vez mais romper barreiras estruturais e, sobretudo, barreiras atitudinais em relação à acessibilidade. Que toda a comunidade compreenda a diversidade que é a sociedade e a riqueza que é essa diversidade. Que, portanto, a gente possa trabalhar cada vez mais por uma universidade de fato com acessibilidade e, especialmente, que é o tema desse dia, a acessibilidade atitudinal”, comentou.

Coordenador da COIDEIA, Fábio Passos
O coordenador da COIDEIA, Fábio Passos, explicou que o seminário busca ampliar a discussão sobre o capacitismo e a necessidade de enfrentar essa forma de preconceito. “A questão da acessibilidade arquitetônica e comunicacional é importantíssima, mas, se a gente não combater o capacitismo, nenhuma dessas acessibilidades vai conseguir frutificar dentro da universidade”, frisou.

Dispositivo de honra
Também participaram da cerimônia de abertura Ana Raquel, vice-diretora do CCE; Tainá Soares, coordenadora do NAU; Luís Cláudio, professor do curso de Letras-Libras da UFPI; Fabrícia de Oliveira, representante do Ministério Público do Piauí; e Helena Lima, representante da Secretaria de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Primeira mesa de discussão do I SEMEIA
Após a cerimônia de abertura, foi realizada a palestra magna do evento, com o tema “Capacitismo e Acessibilidade Atitudinal: rompendo na luta por direitos”. A discussão foi conduzida pelos professores Fábio Passos e Mara Jordana Magalhães, pela pedagoga do NAU/UFPI, Dilma Andrade, e pela estudante Maria Eduarda.
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