Seminário marca lançamento do PET-Saúde: Clima na UFPI em parceria com a FMS de Teresina

Programa reúne 60 bolsistas entre estudantes, docentes e preceptores para desenvolver ações voltadas aos impactos das mudanças climáticas na saúde

O Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade Federal do Piauí (NESP/UFPI) realizou, na sexta-feira (10), o Seminário Integrador de Lançamento do PET-Saúde: Clima UFPI–FMS–THE. O evento reuniu, nos turnos da manhã e da tarde, professores tutores, preceptores da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina e estudantes bolsistas no auditório do Curso de Odontologia.

O programa é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o NESP/UFPI e a Fundação Municipal de Saúde de Teresina. Ao todo, serão concedidas 60 bolsas, distribuídas entre 40 estudantes, 10 professores tutores e 10 preceptores, fortalecendo a integração entre ensino, serviço e comunidade.

A solenidade de abertura contou com a participação do diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Arquimedes Cavalcante Cardoso, que destacou a relevância da iniciativa para a formação acadêmica e para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Coordenadora-geral do PET-Saúde: Clima UFPI–FMS–THE, a professora Lúcia da Silva Vilarinho ressaltou que o programa representa uma oportunidade de qualificar a formação dos estudantes por meio da atuação interdisciplinar e da aproximação com os serviços de saúde. "O PET-Saúde: Clima fortalece a integração entre universidade e serviços de saúde, permitindo que estudantes, docentes e profissionais atuem de forma colaborativa na construção de soluções para desafios que já impactam a saúde da população, como as mudanças climáticas. É um programa que amplia a formação acadêmica e contribui diretamente para o fortalecimento do SUS", destacou.

O PET-Saúde: Clima UFPI–FMS–THE reúne estudantes e docentes de 10 cursos de graduação, sendo sete da área da saúde, Ciências Biológicas, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia e Serviço Social, e três de outras áreas estratégicas: Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais e Estatística e Ciência de Dados. A iniciativa também envolve profissionais de diferentes setores da Fundação Municipal de Saúde, incluindo as diretorias de Atenção Básica, Atenção Especializada e Vigilância em Saúde, além de gerências vinculadas a essas áreas.

Com duração de dois anos, o programa desenvolverá atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas ao tema "Calor Extremo e Saúde nos Ciclos de Vida em Teresina", abordando os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população e a organização dos serviços de saúde.

Segundo a professora Lúcia da Silva Vilarinho, a proposta busca preparar futuros profissionais para enfrentar os desafios impostos pelas emergências climáticas de forma integrada e baseada nos princípios da equidade. "As mudanças climáticas já representam um dos principais desafios para a saúde pública. Nosso objetivo é formar profissionais capazes de compreender esses impactos e desenvolver ações que promovam a equidade em saúde, considerando as diferentes vulnerabilidades sociais, territoriais, raciais, étnicas e de gênero presentes em nossa realidade", afirmou.

As atividades do PET-Saúde: Clima estão alinhadas às Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos da área da saúde e priorizam a integração ensino-serviço-comunidade. O programa pretende fortalecer a formação dos participantes por meio de experiências práticas no SUS, incorporando de forma transversal as temáticas relacionadas às mudanças climáticas, à sustentabilidade e à redução das desigualdades em saúde.