NUPEC/UFPI divulga sétima edição do relatório Pele Alvo e reforça debate sobre racismo e letalidade policial

O Núcleo de Pesquisas sobre Crianças, Adolescentes e Jovens da Universidade Federal do Piauí (NUPEC/UFPI) participou, na manhã desta quarta-feira (1º), do lançamento da sétima edição do relatório "Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã", publicação da Rede de Observatórios da Segurança que reúne dados sobre violência policial em nove estados brasileiros, entre eles o Piauí.

O estudo apresenta um diagnóstico sobre a letalidade decorrente de intervenções policiais no país. Em 2025, os estados monitorados registraram 4.330 mortes em ações policiais, um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior. Do total de vítimas com informação racial, 3.104 eram pessoas negras, evidenciando o impacto desproporcional da violência sobre essa população. O levantamento também aponta que 310 adolescentes entre 12 e 17 anos morreram em decorrência de intervenções policiais nos estados acompanhados pela Rede.

Por meio da Rede de Observatórios da Segurança, o NUPEC/UFPI desenvolve um trabalho permanente de monitoramento e produção de informações sobre segurança pública, violência e direitos humanos no estado do Piauí, contribuindo para a formulação de diagnósticos e para o fortalecimento do debate público sobre políticas de segurança pautadas na proteção da vida e na garantia de direitos.

A Rede de Observatórios da Segurança reúne instituições acadêmicas e organizações da sociedade civil dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. A iniciativa é coordenada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), do Rio de Janeiro, em parceria com oito organizações estaduais, entre elas o NUPEC/UFPI.

Além da produção de dados, a Rede mantém diálogo permanente com pesquisadores, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, coletivos de familiares de vítimas da violência, representantes do sistema de Justiça, gestores públicos e profissionais da comunicação. O objetivo é ampliar a transparência das informações sobre segurança pública e fomentar discussões sobre políticas que priorizem a preservação da vida, especialmente de jovens negros e moradores das periferias.

O relatório completo está disponível para consulta no portal da Rede de Observatórios da Segurança.