
Evento reúne pesquisadores de diferentes continentes para debater trabalho, democracia e produção científica internacional
A Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio da Assessoria Internacional e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP), participa do 7º Congresso da Sociedade Internacional de Ergologia (SIE), realizado entre os dias 4 e 6 de junho de 2026, no Conservatório Nacional de Artes e Ofícios (CNAM), em Paris, França. Com o tema “Os diálogos no trabalho e na vida das sociedades: a democracia precisa ser refundada? O Homem Produtor 40 anos depois”, o evento reúne pesquisadores, cientistas, mestrandos e doutorandos de diversos países para discutir os desafios contemporâneos do mundo do trabalho e da produção do conhecimento.

Professora Edna Joazeiro
A participação da UFPI é representada pela professora Edna Maria Goulart Joazeiro, assessora internacional da Universidade, docente do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas, membro fundadora da Sociedade Internacional de Ergologia e pesquisadora associada do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios de Paris.
O congresso tem como objetivo promover o intercâmbio científico entre pesquisadores de diferentes continentes, fortalecendo o debate sobre as transformações do trabalho, os sistemas de proteção aos trabalhadores, as mudanças sociais e os desafios da democracia na contemporaneidade. A programação inclui conferências, mesas-redondas, ateliês de pesquisa e atividades comemorativas pelos 40 anos da obra O Homem Produtor, referência fundamental para o campo da Ergologia.
Segundo a professora Edna Joazeiro, o encontro representa uma oportunidade singular para a construção coletiva do conhecimento e para o fortalecimento da cooperação científica internacional.
“O sétimo Congresso da Sociedade Internacional de Ergologia é uma oportunidade de encontrar pesquisadores, cientistas, mestrandos e doutorandos do Brasil, da América Latina, da África e da Europa para discutir pesquisas sobre o trabalho, suas transformações históricas e os desafios contemporâneos da vida em sociedade. Trata-se de um espaço de diálogo entre diferentes culturas, territórios e experiências de pesquisa, unidos pelo compromisso de compreender e transformar as realidades do mundo do trabalho”, declarou.
A docente destacou ainda a relevância da realização do evento nas dependências do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios, instituição historicamente dedicada aos estudos sobre trabalho, educação e saúde. Para ela, a diversidade de perspectivas presentes no congresso amplia as possibilidades de análise e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelos trabalhadores em diferentes contextos sociais.
“O congresso permite compartilhar pesquisas produzidas em distintos territórios e realidades sociais, discutir diferentes sistemas de proteção ao trabalhador e refletir sobre as competências humanas mobilizadas no trabalho, especialmente diante das transformações tecnológicas. É um momento importante para pensar os caminhos da ciência, da democracia e da cooperação internacional”, acrescentou.
Entre os destaques da programação está a participação do professor Yves Schwartz, criador da abordagem ergológica, cuja trajetória acadêmica contribuiu para a consolidação desse campo de conhecimento. Os debates incluem reflexões sobre as mudanças ocorridas nas últimas quatro décadas desde a publicação da obra O Homem Produtor, bem como os desafios atuais relacionados à produção, à organização do trabalho e à defesa da vida.
Para a professora Edna Joazeiro, a realização do congresso reafirma a importância da produção científica colaborativa e do diálogo entre instituições de ensino e pesquisa de diferentes países.
“A ciência não busca um único modo de pensar ou de viver. Ela se constrói a partir da reciprocidade, da colaboração, da cooperação internacional e da defesa da vida. Em um contexto marcado por incertezas e desafios globais, encontros como este fortalecem a produção de conhecimento comprometida com a paz, a democracia e a transformação social”, enfatizou.
A participação da UFPI no evento fortalece a internacionalização da Universidade e amplia sua inserção em redes globais de pesquisa, contribuindo para o avanço das discussões sobre trabalho, políticas públicas e desenvolvimento humano. A iniciativa também reforça o compromisso institucional com a produção científica de excelência, a cooperação internacional e a construção de conhecimentos voltados para o desenvolvimento social e a melhoria das condições de vida da população.