III Jornada da Luta Antimanicomial debate saúde mental, políticas públicas e cuidado em liberdade na UFPI

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) sediará, no dia 22 de junho, a III Jornada da Luta Antimanicomial Brasileira: Marco Histórico da Saúde Mental Brasileira, Políticas Públicas e Territórios. O evento será realizado no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL), no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina, reunindo estudantes, docentes, técnicos, profissionais da saúde, pesquisadores, integrantes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), movimentos sociais e representantes da sociedade civil. Inscreva-se aqui.

Promovida pelo Projeto de Extensão Casulo Cuidar, a Jornada integra ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas à promoção da saúde mental, à defesa dos direitos humanos e ao fortalecimento do cuidado em liberdade. O evento também marca as comemorações pelos 11 anos de atuação do projeto, coordenado pela professora Filadelfia Carvalho de Sena.

Nesta terceira edição, a Jornada propõe um espaço de reflexão crítica sobre a trajetória da saúde mental no Brasil, os avanços da Reforma Psiquiátrica, os desafios contemporâneos das políticas públicas e a construção de estratégias de cuidado nos territórios e nas universidades. A programação contará com conferência de abertura, oficinas artísticas e terapêuticas, plenária temática e espaços de diálogo entre universidade, serviços da RAPS, usuários, familiares, trabalhadores da saúde e movimentos sociais.

O tema deste ano busca promover um debate sobre os marcos históricos da política de saúde mental brasileira, tomando como referência a criação da Liga Brasileira de Higiene Mental, em 1923, e os processos que culminaram na Reforma Psiquiátrica e na consolidação da Lei nº 10.216/2001, que instituiu o modelo de atenção baseado no cuidado comunitário e na garantia de direitos das pessoas em sofrimento psíquico.

Entre os principais objetivos da Jornada estão analisar a evolução das políticas de saúde mental no Brasil, discutir os desafios atuais da Rede de Atenção Psicossocial, fortalecer a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, incentivar o protagonismo de usuários e movimentos sociais e ampliar o diálogo entre universidade, serviços de saúde e gestão pública.

Também estarão em pauta temas como saúde mental na universidade, racismo institucional e adoecimento psíquico, gênero e saúde mental, inclusão de pessoas neurodivergentes, permanência de estudantes trans no ensino superior, saúde mental de trabalhadores e docentes universitários, além das relações entre pobreza, território e cuidado.

De acordo com a organização, o evento pretende contribuir para a construção de uma agenda permanente de formação e mobilização em saúde mental na UFPI ao longo de 2026, fortalecendo ações integradas entre universidade, serviços da RAPS e gestores públicos, além de promover o debate sobre financiamento adequado para as políticas de saúde mental e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

As inscrições são gratuitas, o evento será realizado de forma presencial e os participantes receberão certificação de 20 horas.

Confira a programação.

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