Seminário celebra 55 anos do 3º BEC e lança projeto de preservação histórica

A iniciativa teve como objetivo a análise da trajetória da instituição e a preservação do patrimônio histórico local.

Foi realizado entre os dias 13 e 15 de maio de 2026 na cidade de Picos, o Seminário de 55 anos do 3º Batalhão de Engenharia de Construção (3º BEC). O evento promoveu um ciclo de palestras que reuniu militares da ativa, civis aposentados e pesquisadores da área da história e de relações internacionais. 

A iniciativa propiciou uma análise sobre a trajetória da instituição e sua inserção no contexto socioeconômico regional e nacional, sobretudo em áreas como contrato de estradas e rodovias, açudes e obras hídricas, aeroportos e no apoio assistencial prestado em períodos extremos de secas e de enchentes, como a ocorrida em 2025, na cidade de Picos.

Segundo o professor Mairton Celestino, do curso de História, “um dos marcos mais significativos do seminário foi a inauguração, presencial e virtual,  da exposição ‘55 anos do 3º BEC em Picos’ e da apresentação do projeto de criação do Centro Cultural do Militar, uma cooperação técnico-científica firmada entre o 3º BEC e a Universidade Federal do Piauí, sob a condução do Núcleo de Pesquisa e Documentação em História (NUPEDOCH)”.

"A viabilização da preservação patrimonial foi realizada por meio de recursos adquiridos através de edital da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), na linha de Preservação de Acervos Históricos. A parceria institucional garantiu a aplicação de padrões museológicos e historiográficos para a conservação das fontes documentais presentes em instituições localizadas na parte sul do Piauí, foco principal de ação do projeto", conta o professor José Maria, do curso de História da instituição.   

Com a futura inauguração do espaço cultural e científico em Picos, a comunidade acadêmica e a sociedade civil passarão a dispor de a acesso a um vasto e inédito acervo fotográfico e documental. 

Para a estudante Maria Lanilda, “o material assume relevância fundamental ao permitir o estudo sistemático não apenas da evolução urbana e social do município, mas também das transformações estruturais ocorridas no Nordeste brasileiro. A instituição do espaço cultural, com função de museu, descentraliza o acesso à pesquisa histórica, democratiza o conhecimento sobre o patrimônio regional e abre a oportunidade para nós estudantes de história de exercer atividades de monitoria na área dos museus, curadorias e exposições”, diz.

Para acessar a exposição clique aqui.

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