
Iniciativa tem como objetivo o oferecimento de serviços e cuidados gratuitos voltados para mães de crianças atípicas
A Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Piauí (PREXC/UFPI) realizou, na manhã desta segunda-feira, 11 de maio, a abertura do projeto de extensão “Entre Mães: Fortalecendo Rede de Apoio e Empoderamento”. As atividades aconteceram no Espaço Cabeça de Cuia, localizado na Associação dos Docentes da UFPI (ADUFPI). Na ocasião, foram ofertados os serviços de corte de cabelo, escova, podoprofilaxia e depilação.
Originado de um projeto de educação inclusiva, também, voltado para responsáveis de crianças atípicas e neurodivergentes lançado em 2025, o "Entre Mães" tem como objetivo oferecer suporte e empoderamento a mães através de oferecimento de cuidados gratuitos à comunidade e a exploração de pautas escolhidas pelas participantes do projeto. A iniciativa tem duração de um ano com atividades matinais nas quartas-feiras a cada 15 dias, oferecendo cuidados estéticos, atendimento psicológico e discussões pautadas sob a demanda das mães participantes.

Pró-reitora de extensão e cultura da UFPI, Waleska Albuquerque
A pró-reitora de extensão e cultura da UFPI e coordenadora do projeto “Entre Mães”, Waleska Albuquerque, destaca a importância da extensão para o cuidado com mães atípicas. “Ser mãe, por si só, não é fácil, enquanto mães abarcamos muitas demandas, não só com os filhos, mas com a casa e com o trabalho. Ser uma mãe atípica, demanda mais dedicação ainda. Então, esse projeto foi pensado para o fortalecimento dessas mães, para o empoderamento dessas mulheres e, principalmente, para cuidar de quem cuida”, explicou a gestora.

Secretária executiva da PREXC, Chrystiane Campelo
A secretária executiva da PREXC e coordenadora adjunta do projeto, Chrystiane Campelo, reforçou o objetivo das atividades e apoio da comunidade. “O projeto ‘Entre Mães’, tem como foco trabalhar e acolher de modo a promover um espaço que seja integrativo, que seja receptivo. Então, nós entendemos que a educação tem o poder de preencher espaços que ainda se encontram vazios na nossa sociedade no oferecimento desses cuidados”, reiterou.

Apoiadora do projeto e dona de salão que contribui na ação, Joilda Carlos
Para Joilda Carlos, apoiadora do projeto e dona do salão que acolheu as mães para cuidados estéticos, a iniciativa é uma oportunidade de devolver os cuidados oferecidos no cotidiano. "É muito importante que a gente se coloque no lugar do outro. Quando penso nisso, eu imagino o cuidado e tempo que essas mães não têm para elas mesmas. Para mim é muito importante doar do meu tempo para fazer o dia delas um pouco mais feliz sem nenhum custo", relatou.

Professora da SEDUC PIAUÍ e psicopedagoga, Luciana Silva
A importância do suporte especializado na cuidoteca do projeto é destacado por Luciana Silva, psicopedagoga, docente da Secretaria de Educação do Estado do Piauí (SEDUC PIAUÍ) e mestranda em Políticas Públicas pela UFPI. Atuando diretamente no espaço voltado ao acolhimento dos filhos das mães atendidas, ela foi responsável por capacitar os monitores voluntários e bolsistas da FAPEPI que manejavam as crianças. "As crianças atípicas, como essas mães bem entendem, requerem um manejo específico em alguns momentos. A formação desses monitores foi feita de modo a que pudessem atuar de forma mais segura junto a essas crianças, desenvolvendo atividades pedagógicas, atividades motoras, atividades comunicacionais e outras a depender do contexto", frisou.
Ainda de acordo com Luciana, o foco principal do treinamento é garantir a segurança no atendimento das crianças e, por consequência, para as mães.

Participante do projeto, professora Olívia Dias
A professora Olívia Dias, do departamento de Enfermagem da UFPI, e participante do projeto na área de desenvolvimento de habilidades emocionais, afirmou a importância do espaço de acolhimento e cuidado para as mães atípicas. “É um espaço de apoio para as mães e, também, um exemplo de como a UFPI possui um papel social e não somente científico. Essas ações são de grande importância e refletem na vida dessas mulheres”, destacou.
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