
A reunião objetivou a definição do sistema de trabalho e o fluxo de serviços para o início das atividades do projeto.
Na manhã desta última quarta-feira (06), foi realizada na sede da Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE-PI), em Teresina, uma reunião de planejamento do Projeto Fortalecer. O encontro reuniu instituições parceiras com o objetivo de definir a sistemática de trabalho e o fluxo de serviços para o início das atividades do projeto, fortalecendo a articulação interinstitucional necessária para a execução das ações previstas.
O Projeto Fortalecer visa à implementação de Núcleos Acadêmicos Multidisciplinares voltados ao atendimento de pessoas privadas de liberdade, pessoas egressas do sistema prisional, em cumprimento de alternativas penais, monitoradas eletronicamente, pós-audiência de custódia, bem como de seus familiares. A proposta busca promover ações integradas de acesso à justiça, cidadania, direitos humanos, saúde mental e reintegração social.

Pró-reitora de Extensão e Cultura da UFPI, Waleska Ferreira de Albuquerque
A Pró-reitora de Extensão e Cultura da UFPI, Waleska Ferreira de Albuquerque, destacou a relevância social da iniciativa e o papel da universidade pública no fortalecimento das políticas de direitos humanos e cidadania.
“O Projeto Fortalecer representa o compromisso da UFPI com a extensão universitária articulada às demandas sociais mais urgentes. Trata-se de uma ação que une formação acadêmica, produção de conhecimento e compromisso ético com populações historicamente invisibilizadas, contribuindo para o fortalecimento do acesso à justiça e da reintegração social”, afirmou.

Da esquerda à direita, a coordenadora geral do projeto, Professora Rosilene Marques Sobrinho de França e Professora Nildes Boavista.
Para a coordenadora geral do projeto, Profa. Rosilene Marques Sobrinho de França, o projeto representa uma importante estratégia de articulação entre universidade, sistema de justiça e sociedade civil em realizar ações comprometidas com os direitos humanos e no enfrentamento das desigualdades sociais vivenciadas por pessoas em situação de privação de liberdade e seus familiares.
“O Projeto Fortalecer nasce da compreensão de que o sistema prisional expressa profundas desigualdades sociais, econômicas, étnico-raciais e de gênero que atravessam a sociedade brasileira. Nesse sentido, a proposta busca construir ações interdisciplinares que articulem acesso à justiça e a direitos. Trata-se de uma iniciativa que reconhece a importância da universidade pública na produção de conhecimento socialmente comprometido e na construção de respostas coletivas às múltiplas expressões da questão social”, destacou.
A coordenadora adjunta do Projeto Fortalecer, Maria Leonildes Boavista Gomes Castelo Branco Marques, destacou que a definição do fluxo de trabalho representa um passo fundamental para o início das atividades.
“A reunião foi essencial para alinharmos procedimentos, responsabilidades institucionais e metodologias de atuação. O trabalho integrado entre universidade, sistema de justiça e demais instituições parceiras será decisivo para assegurar uma atenção qualificada ao público atendido pelo projeto”, pontuou.
A iniciativa reafirma o compromisso da UFPI com ações de extensão, pesquisa e intervenção social voltadas à defesa dos direitos humanos, ao fortalecimento das políticas públicas e à construção de estratégias interdisciplinares de enfrentamento às desigualdades e vulnerabilidades sociais relacionadas ao sistema prisional.
O público prioritário do projeto contempla pessoas privadas de liberdade presentes na Penitenciária Mista Juiz Fontes Ibiapina, em Parnaíba; na Penitenciária Feminina Gardênia Gomes Lima Amorim, em Teresina; e na Penitenciária Feminina Adalberto de Moura Santos, em Picos. As atividades também alcançarão pessoas egressas do sistema prisional e familiares.
Além da UFPI e da Defensoria Pública do Estado do Piauí, participam como instituições parceiras o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI); a Secretaria de Justiça do Estado do Piauí (SEJUS); o Centro Universitário Santo Agostinho (UNIFSA); o Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU); o Instituto de Educação Superior Raimundo Sá (Faculdade R. Sá) de Picos; a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ-PI) e o Coletivo Feminista Mulheres em Pauta.