AfirmaSUS/UFPI fortalece cuidado e equidade em saúde para povos indígenas durante ação no CETI Oka Ka Inaminanoko

Através do projeto AfirmaSUS/UFPI, estudantes e docentes da UFPI promovem equidade e cuidado especializado para as comunidades Warao e Guajajara.

Nesta quarta-feira, 29 de abril, a Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio do projeto AfirmaSUS, participa da II Ação de Intervenção de Saúde na Escola Indígena (CETI) Oka Ka Inaminanoko, em Teresina. A iniciativa, que integra o Programa Nacional do Ministério da Saúde, busca fortalecer a assistência básica e promover o acolhimento das comunidades indígenas Warao e Guajajara, unindo o conhecimento acadêmico às necessidades reais dessas comunidades em contexto urbano.

Promovida em parceria com instituições públicas e serviços de saúde, a ação é realizada no CETI Oka Ka Inaminanoko, localizado no bairro Bela Vista, e reúne estudantes, docentes, profissionais da saúde e representantes de órgãos públicos. A programação contempla atividades voltadas à promoção da saúde, cuidado psicossocial, escuta comunitária e valorização cultural dos povos indígenas atendidos pela escola.

A abertura do evento contou com um momento cultural protagonizado pelas comunidades Warao e Guajajara, seguido de discursos e da oferta de serviços de saúde. Entre as atividades realizadas estão atendimentos clínicos por meio da “Carretinha da Saúde” da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI), serviços da Unidade Básica de Saúde (UBS) Durvalino Couto, avaliação antropométrica e orientações nutricionais, além de ações de saúde digital e palestras sobre escuta e enfrentamento de situações de violência.

 

Professora do PET-UFPI Saúde Equidade, Norma Soeli Alberto

A professora do PET-UFPI Saúde Equidade, Norma Soeli Alberto, destacou o papel formativo da iniciativa para os estudantes da universidade. “O PET Saúde Equidade aproxima a academia dos serviços de saúde e da gestão pública. Ao participar dessas ações, os estudantes vivenciam na prática as políticas públicas e entram em contato com grupos prioritários para a equidade em saúde, como povos indígenas e outras comunidades tradicionais”, enfatizou.

Ezequiel Gomes, estudante de Odontologia da UFPI e Membro do AfirmaSUS

Representando o projeto AfirmaSUS/UFPI na ação, o estudante de Odontologia da UFPI, Ezequiel Gomes, ressaltou que a participação da universidade contribui para ampliar o diálogo entre o conhecimento acadêmico e as realidades vivenciadas pelas comunidades indígenas. “Esse momento permite um contato mais direto com os indígenas, conhecendo sua cultura e compreendendo como eles percebem o Sistema Único de Saúde. Essa troca é essencial para entendermos como podemos contribuir e fortalecer o acesso à saúde”, disse.

 Coordenador de Equidade em Saúde da SESAPI, Felipe Silva

Para o coordenador de Equidade em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI), Felipe Silva, a iniciativa reforça o compromisso do Sistema Único de Saúde (SUS) com o acesso universal e com a atenção às populações vulnerabilizadas. “Trabalhamos para facilitar o acesso dessas populações ao SUS. Sabemos que o sistema é para todos, mas nem sempre todos conseguem acessá-lo. Populações indígenas, especialmente aquelas em situação de refúgio, precisam dessa atenção específica para garantir equidade em saúde”, explicou.

diretor do CETI Oka Ka Inaminanoko, Genilson Tabajara

De acordo com o diretor do CETI Oka Ka Inaminanoko, Genilson Tabajara, a iniciativa representa um importante gesto de reconhecimento e cuidado com a comunidade indígena. “É muito importante uma ação como essa porque nos sentimos acolhidos, entendendo que existimos, estamos, persistimos e que as instituições estão entendendo que temos necessidade de saúde e de alimentação. É importante saber que existem instituições com os olhos voltados para nós, oferecendo suporte tanto para os alunos quanto para as famílias”, afirmou.

Vice-diretora do CETI Oka Ka Inaminanoko, Aliã Wamir

A vice-diretora da escola, Aliã Wamiri, destacou a relevância da escuta das demandas indígenas e da parceria entre instituições. “Estamos na segunda intervenção com essa programação grandiosa. A ouvidoria é importante para escutar a voz indígena, que muitas vezes não é compreendida em espaços com pessoas não indígenas. Essa parceria permite que nossas necessidades sejam ouvidas e que possamos ser encaminhados para profissionais que compreendam nossa cultura e saibam atender nossa população”, declarou.

Além de ampliar o acesso aos serviços de saúde, a ação também promove a integração entre universidade, governo e sociedade, fortalecendo iniciativas de extensão universitária voltadas à inclusão social, ao respeito à diversidade cultural e à promoção de direitos.

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