Projeto Saúde em Movimento da UFPI promove hábitos saudáveis em escolas e comunidades de Teresina

Iniciativa do curso de Nutrição da UFPI leva ações educativas para escolas e grupos de idosos com foco na prevenção de doenças crônicas

O aumento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como obesidade, hipertensão e diabetes, tem reforçado a necessidade de estratégias de promoção da saúde que ultrapassem o ambiente clínico.  Pensando nisso, o curso de Nutrição da Universidade Federal do Piauí (UFPI) desenvolve o projeto Saúde em Movimento, em Teresina. A ação é uma iniciativa de extensão que busca conscientizar diferentes públicos sobre hábitos de vida saudáveis por meio de ações educativas em escolas e comunidades.

Coordenado pela professora Cecília Maria Resende, o projeto reúne atividades voltadas para alimentação saudável, prática de exercícios físicos, direito e cidadania, incentivando o uso de espaços públicos como ambientes de lazer, convivência e promoção da saúde. 

Segundo a docente, a iniciativa é positiva por fortalecer a relação entre universidade e comunidade, além de contribuir para o bem-estar coletivo e para a construção de uma sociedade mais consciente sobre saúde e qualidade de vida.

Uma das ações do projeto “Movimento, Saúde e Saber” promove orientações sobre hábitos saudáveis, cidadania e envelhecimento ativo para idosos, fortalecendo autonomia e qualidade de vida.

Olhar voltado para todas as idades

Uma das frentes do projeto é o Sementes do Saber: Nutrição Infantil, Saúde e Consciência Ambiental, que acompanha alunos do 2º período da disciplina de Bioquímica da Nutrição em ações educativas com crianças de 6 a 11 anos em ambiente escolar.

A acadêmica de Nutrição e monitora Julianne explica que a proposta surgiu da necessidade de ampliar o alcance da prevenção em saúde para além dos consultórios e hospitais. “As iniciativas surgiram da necessidade de prevenir doenças crônicas além do ambiente clínico, aproximando a universidade da comunidade”, disse.

Professora Cecília Maria Resende, coordenadora do projeto Saúde em Movimento, e a acadêmica de Nutrição Julianne, monitora do projeto

Educação nutricional desde a infância

Durante uma das visitas, na Escola Deoclécio Brito, os estudantes atuaram como monitores e desenvolvem dinâmicas educativas com as crianças, repassando conteúdos sobre vitaminas e minerais de forma lúdica e acessível. Os petianos acompanham o processo como avaliadores das metodologias aplicadas e também na condução geral da atividade.

Segundo Julianne, entre os principais objetivos está a promoção de ações educativas que incentivem escolhas mais conscientes no dia a dia. “Dentre os objetivos, o projeto busca promover ações educativas sobre atividade física, alimentação saudável, direito e cidadania com a comunidade e estudantes.”

Ela destaca ainda que a proposta também envolve a valorização dos espaços públicos e o estímulo à autonomia dos participantes. “Além disso, busca conscientizar sobre hábitos saudáveis, incentivar o uso de espaços públicos, ensinar práticas simples de exercícios e alimentação, estimular o consumo de alimentos saudáveis, fortalecer a cidadania e avaliar o aprendizado dos participantes.”

Nas atividades com as crianças, são trabalhadas as vitaminas A, C e D, além dos minerais cálcio, ferro e zinco. Em uma das ações, os alunos apresentaram conteúdos sobre vitamina A, abordando conceito, funções no organismo, principais fontes alimentares e sintomas causados pela deficiência nutricional.

Para Julianne, a continuidade dessas ações é essencial para consolidar hábitos saudáveis desde cedo e também ampliar o impacto social da universidade. “Acredito que as atividades desse projeto continuem ao promover hábitos saudáveis, como é o caso da atividade Sementes do Saber.”

Envelhecimento ativo e cidadania

Além das ações com crianças, o projeto também contempla atividades voltadas para idosos, como o Movimento, Saúde e Saber, reformulação da antiga ação Envelhecimento Ativo. A proposta mantém a essência de promover conhecimento e inclusão social, mas agora incorpora também a perspectiva da atividade física e da dança como ferramentas de saúde e autonomia.

Segundo Julianne, o objetivo é garantir mais independência e qualidade de vida para esse público. 

“A atividade que será desenvolvida com os idosos busca melhorar a autonomia e promover um envelhecimento ativo para esses indivíduos, através de orientações sobre direitos, hábitos saudáveis, cidadania e serviços sociais.” Ela reforça que democratizar o acesso à informação é fundamental para que essas pessoas possam tomar decisões mais seguras sobre sua própria saúde. 

“Acho importante que todos esses conhecimentos consigam chegar de forma segura para esses públicos, assim permitindo que façam escolhas conscientes tanto sobre seus hábitos de saúde como também para sua autonomia no dia a dia.”

A acadêmica de Nutrição e membro organizadora do projeto, Yasmin, explica que o Saúde em Movimento funciona como um projeto macro dentro do Programa de Educação Tutorial (PET), reunindo diferentes ações extensionistas.

“O projeto Saúde em Movimento é um projeto macro do PET e ele se divide em algumas atividades. Então, por enquanto, eu estou como membro organizadora do projeto porque sou membro organizadora de uma das atividades, que é o Sementes do Saber.”

Ela afirma que, com o avanço das próximas etapas, novos integrantes também passarão a compor a organização das demais ações. 

“Quando saiu o planejamento da segunda atividade desse projeto, que é o Movimento, Cultura e Saber, outras pessoas vão acabar agregando como organização, como membros organizadores, juntamente comigo”, conclui.

Ao unir ensino, pesquisa e extensão, o projeto Saúde em Movimento fortalece a atuação acadêmica para além da sala de aula e contribui diretamente para a transformação social, levando conhecimento, prevenção e qualidade de vida para diferentes gerações.