
Encontro ocorreu na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PREXC)
A Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PREXC), recebeu, no dia 9 de abril, uma equipe de assessoras do deputado estadual Franzé Silva para apresentar o projeto de extensão “Educação Inclusiva”, com vistas à ampliação da iniciativa para diferentes regiões do Estado. A proposta apresentada à equipe do parlamentar tem como base a ação de acolhimento e qualificação de mães atípicas desenvolvida pela PREXC.

Pró-reitora da PREXC, Waleska Albuquerque
Durante o encontro, a pró-reitora de Extensão e Cultura, Waleska Albuquerque, destacou os resultados alcançados ao longo da execução do projeto pela Pró-reitoria. “Em 2025, a PREXC coordenou um projeto voltado às mães atípicas, ou seja, mães de crianças neurodivergentes. O foco foi a capacitação dessas mulheres, que participavam de atividades formativas enquanto seus filhos eram acolhidos em uma brinquedoteca criada especialmente para viabilizar essa participação”, explicou.

Assessora do deputado Franzé Silva, Samara Eugênia Rabêlo
A assessora do deputado Franzé Silva, Samara Eugênia Rabêlo, ressaltou a existência de uma demanda reprimida por diagnóstico e atendimento especializado, especialmente no interior do Estado. “Há um número significativo de crianças e adultos que necessitam de acompanhamento terapêutico e de uma rede multidisciplinar. Esse projeto contribui diretamente para enfrentar essa realidade”, pontuou.
Ela também enfatizou o potencial da iniciativa como base para políticas públicas. “Trata-se de um projeto piloto, que permitirá avaliar viabilidade, custos e a dimensão real da demanda. A partir desses dados, será possível estruturar estratégias mais amplas para expandir o atendimento às pessoas com deficiência”, explicou.
De acordo com a pró-reitora Waleska Albuquerque a Universidade mantém diálogo com parceiros institucionais para ampliar as ações inclusivas. “Estamos iniciando a construção de um novo projeto de extensão voltado à capacitação de mães atípicas e de profissionais que atuam diretamente com crianças neurodivergentes. Esse diálogo envolve a Universidade, o núcleo de inclusão ligado ao deputado Franzé e outras instituições, com o objetivo de estruturar uma proposta sólida, captar recursos e ampliar o alcance dessas ações”, concluiu.
Por fim, a pró-reitora abordou o caráter interinstitucional da proposta. “Será um projeto amplo, que envolverá não apenas a UFPI, mas também o IFPI, a UFDPar, a UESPI e a APAE. Como pretendemos atuar em diferentes municípios, essa parceria é fundamental, já que a UFPI não possui campi em todos eles, o que facilita a execução das ações”, finalizou.
Projeto de extensão “Educação Inclusiva”
Segundo a pró-reitora, a iniciativa nasceu a partir do diálogo com servidoras e estudantes da própria Universidade. Com duração de um ano, o projeto capacitou 68 mães e acolheu mais de 50 crianças na brinquedoteca. Novas ações já estão em planejamento para dar continuidade ao trabalho. “As próprias mães perguntam quando as atividades vão retornar, e já estamos estruturando um novo projeto, que começará em 27 de abril, com um dia especial de cuidados e acolhimento, com foco no bem-estar e no fortalecimento emocional dessas mulheres”, afirmou.

Luciana Silva
Entre as profissionais presentes esteve a pedagoga e psicopedagoga Luciana Silva, que contribuiu com acompanhamento e orientação às famílias. “Minha participação ocorreu a partir da experiência profissional na área do autismo e também da vivência da maternidade atípica, oferecendo suporte para que as crianças fossem atendidas de acordo com suas necessidades”, frisou.

Suellen Nascimento
Ao conhecer a ação, a assessora do deputado Franzé e mãe atípica, Suellen Nascimento falou da relevância da ação para as famílias. “Quando recebemos o diagnóstico de um filho, vivenciamos um processo de luto, pois muitos planos precisam ser ressignificados. O acesso à informação faz toda a diferença na forma como lidamos com essa realidade”, relatou.
Para ela, a capacitação oferecida pela Universidade impacta diretamente o desenvolvimento pessoal e profissional das mães. “Esses cursos contribuem tanto para a inserção no mercado de trabalho quanto para a preparação da sociedade no atendimento às pessoas com deficiência”, concluiu.