UFPI apresenta ao MDA projeto que integra energia solar e agricultura familiar para combater a fome e a pobreza

Mesa com Marcos Lira, Ana Luíza Pupe e Dayvid de Sousa Miranda

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) apresentou ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a proposta do projeto Semiárido Produtivo e Sustentável, que une energia solar, segurança hídrica e fortalecimento da agricultura familiar como estratégia de combate à fome e à pobreza no Estado. 

A iniciativa foi detalhada pelo pró-reitor de Planejamento e Orçamento da UFPI, Marcos Lira, durante reunião com a coordenadora-geral de Infraestrutura e Superação da Pobreza Rural do MDA, Ana Luíza Pupe, e o superintendente do órgão no Piauí, Dayvid de Sousa Miranda.

Coordenadora-geral de Infraestrutura e Superação da Pobreza Rural do MDA, Ana Luiza Pupe e pró-reitor de Planejamento e Orçamento da UFPI, Marcos Lira

De acordo com o professor Marcos Lira, o projeto busca integrar diferentes frentes de atuação para promover impacto social, econômico e ambiental. “Apresentamos uma minuta de um projeto que conecta a temática de energia solar, a agricultura familiar e também o combate à fome e à pobreza, numa perspectiva de que esse projeto possa ser contemplado no âmbito do projeto Dom Helder”, explicou.

A proposta prevê beneficiar cerca de 500 famílias com a instalação de sistemas fotovoltaicos, além disso a energia gerada será utilizada para viabilizar o bombeamento de água de poços, fortalecendo a segurança hídrica e impulsionando a produção agrícola. Ainda, segundo o professor, esses sistemas devem ajudar no aproveitamento de água de poços para que seja utilizada na agricultura familiar e na produção de alimentos, garantindo assim ganho social, econômico e ambiental.

Durante o encontro, a coordenadora Ana Luíza Pupe ressaltou que o projeto dialoga diretamente com as prioridades do programa federal. “A gente escutou aqui da Universidade a proposta de um projeto que congrega tanto a parte de energia fotovoltaica como a parte de segurança hídrica, que são prioridades para o projeto Dom Helder”, afirmou. Ela também destacou que a próxima etapa será a discussão da proposta nos territórios contemplados no Piauí, que devem deliberar sobre a necessidade do projeto em suas comunidades, respeitando a estratégia de construção participativa.

Dayvid de Sousa Miranda

O superintendente do MDA no estado, Dayvid de Sousa Miranda, enfatizou a importância da escuta das comunidades locais para a implementação de políticas públicas mais eficazes. Segundo ele, “nada melhor do que ouvir as pessoas que estão no território para saber as suas demandas, para a gente implementar de forma mais assertiva os recursos do governo federal aqui no Estado”, pontuou.

Segundo ele, a proposta tem potencial para melhorar significativamente a qualidade de vida das populações do semiárido. “Vimos a possibilidade de, através de um projeto em parceria com a Universidade Federal do Piauí, de a gente atender alguns critérios relevantes em relação ao semiárido, a convivência com o semiárido, a segurança hídrica, o aumento da produção de alimentos ”, afirmou.