
Na foto, estudantes extensionistas do projeto Reiventando no Climatério
O projeto de extensão Reinventando no Climatério, coordenado pela professora Joilene Freire, no campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSNHB), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), atende mulheres climatéricas na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vicente Baldoíno, localizada no bairro Junco, em Picos. A iniciativa busca oferecer apoio a esse público por meio da educação alimentar e nutricional.
As participantes são beneficiadas por tecnologias em saúde que incentivam o consumo de alimentos clean label, produtos mais naturais e com poucos ingredientes. A abordagem se baseia no papel fundamental dos neuronutrientes na regulação do humor, da cognição e da qualidade de vida das mulheres que vivenciam essa fase. Dessa forma, o projeto desenvolve estratégias voltadas à realidade do Vale do Guaribas, promovendo capacitação e incentivando o autocuidado.

Coordenadora do projeto Reivinando no Climatério, a professora Joilane Freire
Segundo a coordenadora, professora Joilane Freire, a iniciativa surgiu a partir da percepção da escassez de informações acessíveis sobre o climatério entre as mulheres da região. “Idealizamos um projeto de extensão que pudesse aproximar a universidade da comunidade, levando conhecimento científico de forma acessível e acolhedora, ao mesmo tempo em que valorizamos os saberes populares e fortalecemos a rede de cuidado à mulher climatérica”, afirmou.
A professora destaca ainda que o projeto está estruturado em três eixos complementares. “No primeiro eixo, realizamos salas de escuta ativa, com ações de educação em saúde, e oficinas de culinária, nas quais as participantes aprendem, na prática, a preparar receitas saudáveis com ingredientes regionais, alimentos clean label e técnicas de aproveitamento integral, como o uso de cascas, talos e sementes. No segundo eixo, promovemos a busca ativa de mulheres climatéricas na área de abrangência das Unidades Básicas de Saúde parceiras. Já o terceiro eixo, ainda em implantação, prevê a oferta de suporte clínico e nutricional, tanto presencial quanto on-line, com o uso de ferramentas digitais, como WhatsApp e formulários eletrônicos, para monitoramento de sintomas, envio de materiais educativos e fortalecimento do vínculo com as participantes”, explicou.

Médica ginecologista e coordenadora adjunta do projeto, Verônica Maia
A médica ginecologista Verônica Maia, coordenadora adjunta do projeto, ressalta que, além da abordagem nutricional, também são realizadas ações de prevenção de doenças associadas a essa fase da vida. “Desenvolvemos intervenções junto à comunidade, promovendo a saúde no climatério e a prevenção de doenças como o câncer de mama e o câncer do colo do útero. Além de incentivar a produção científica entre estudantes de Medicina e Nutrição, buscamos atender às necessidades das mulheres a partir de avaliações nutricionais individualizadas”, destacou.
A médica também enfatiza que o climatério é um período de intensas mudanças fisiológicas, que podem impactar negativamente a qualidade de vida das mulheres, reforçando a importância de uma orientação humanizada. “O climatério é uma fase de muitas transformações, que podem gerar desconfortos e até sofrimento. Por isso, é fundamental oferecer orientação adequada sobre como enfrentar esse período”, completou.

Estudante de NUtrição do campus CSNHB, Raphaella Silva
A estudante de Nutrição Raphaella Silva, integrante da equipe extensionista, afirma que o projeto desenvolve diversas ações que contribuem tanto para a formação acadêmica quanto para o cuidado com as mulheres atendidas. “Elaboramos materiais educativos voltados às mulheres que vivenciam o climatério, abordando sintomas, estratégias de enfrentamento e orientações nutricionais, incluindo receitas adequadas para essa fase, com foco na promoção da saúde e da qualidade de vida. Também produzimos resumos científicos para submissão em congressos, o que fortalece nossa formação acadêmica, científica e extensionista”, ressaltou.
Raphaella também destaca o impacto da experiência na construção de uma visão mais humanizada do cuidado em saúde. “Minha atuação no projeto tem contribuído significativamente para minha formação, especialmente no desenvolvimento de uma abordagem mais integral e humanizada da saúde da mulher. Por meio dessa vivência, ampliei meus conhecimentos sobre o climatério, compreendendo melhor seus sintomas, necessidades nutricionais e estratégias de cuidado”, concluiu.
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