
Oficina de Cordel, na Escola Estadual Cristino Catelo Branco
O Projeto de extensão “Mulheres Iluminadas” e a Liga Acadêmica de Energia Solar Fotovoltaica da Universidade Federal do Piauí (Lasol/UFPI) promoveram oficina de cordel na Escola Estadual Cristino Castelo Branco, em Teresina. A atividade teve como objetivo aproximar os jovens de práticas culturais e estimular a participação em atividades desse tipo.
A ação ocorreu na tarde da quarta-feira (18) e foi ministrada pelo músico e professor Vagner Ribeiro e pelo coordenador do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC), Albemerc Moraes.

Coordenador do NINTEC, Albemerc Moraes
De acordo com Albemerc Moraes, a oficina de cordel integra o conjunto de atividades desenvolvidas pelo projeto nas escolas da zona norte de Teresina. “O projeto Mulheres Iluminadas está sendo desenvolvido em três escolas da Zona Norte de Teresina. A missão é incentivar meninas e mulheres a seguirem carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, matemática e engenharia. Ao longo desses três anos, diversas atividades e oficinas já estão sendo realizadas, tanto para as alunas quanto para o público em geral”, afirmou.
Ele também explicou que a proposta de trabalhar o cordel surgiu da ideia de aproximar elementos da cultura popular do universo científico e tecnológico. “Pensamos em trazer algo cultural para o projeto. Ligar uma ferramenta como o cordel à tecnologia, à ciência e ao protagonismo das mulheres é algo muito interessante. A ideia é resgatar o cordel como instrumento de cultura, ensino e incentivo, para que essas meninas e os alunos da escola pública se interessem mais pelas ciências. O cordel surge como esse elo, unindo poesia e cultura popular para estimular esse interesse”, destacou.

Professor e musicista, Vagner Ribeiro
O professor e musicista responsável pela oficina, Vagner Ribeiro, ressaltou a importância de apresentar a herança cultural dos cordéis aos jovens estudantes. “Na oficina, quando mostramos um pouco da nossa história e do que já temos como herança cultural do cordel, e depois experimentamos isso com a própria voz deles, cantando e compondo, entramos em um universo muito possível de criação. A ideia é que a cultura não seja apenas reproduzida, mas também criada, proposta e experimentada”, explicou.
Segundo ele, o processo de composição também contribui para ampliar a compreensão sobre diferentes temas. “Quando compomos um cordel, testamos palavras, percebemos qual funciona melhor e, ao mesmo tempo, transformamos nosso entendimento sobre determinado assunto, buscando também contribuir para um mundo melhor”, acrescentou.

Professora de Matemática da escola Cristino Castelo Branco, Krisna Celina
Já a professora de Matemática da escola Cristino Castelo Branco, Krisna Celina, destacou que o cordel pode contribuir para o desenvolvimento do raciocínio lógico, tanto na disciplina quanto no cotidiano. “O raciocínio lógico está muito presente no cordel. Para criar um verso ou responder dentro dessa lógica, é necessário compreender bem o que está sendo dito. Muitas vezes as pessoas pensam que, na matemática, tudo se resume a fazer cálculos, mas não é apenas isso”, comentou.

Estudante da escola Cristino Castelo Branco, Helloá Araújo
Por último, a estudante da escola e participante do projeto Mulheres Iluminadas, Helloá Araújo, ressaltou a experiência como um momento de aprendizado e descoberta. “Essa é a primeira vez que participo de uma oficina de cordel. Nunca tinha feito um cordel na vida e, depois dessa oficina, surgiu em mim a vontade e várias ideias para produzir um”, concluiu.
Confira os instagram das duas iniciativas da UFPI: @mulheres_iluminadas_ufpi e @lasol.ufpi