Encontro Pedagógico 2026.1 do CCA reforça compromisso com qualidade acadêmica e permanência estudantil

Solenidade de abertura de evento no CCA

O Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Piauí deu início, oficialmente, ao ano letivo 2026.1 com o Encontro Pedagógico. Marcando mais um capítulo na consolidação de uma política institucional voltada à qualificação docente, à inovação metodológica e ao fortalecimento das ações de assistência estudantil. O evento reuniu professores, gestores e representantes da administração superior em um momento de reflexão coletiva sobre os desafios e perspectivas do ensino superior público.

Pró-reitor da PRAEC, Emídio Matos

A solenidade de abertura contou com a presença do professor Emídio Matos, Pró-Reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC), também integrou a mesa a vice-diretora do Centro de Ciências Agrárias, professora Artemisia Sergueira, representando as coordenações de curso, a professora Mara Lúcia Jacipo, coordenadora de Engenharia Agronômica. A mesa contou ainda com docentes escolhidos para representar os cursos do Centro: o professor Miguel Carvalho Cavalcanti, atual presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária; o professor Gustavo Pereira, representando o curso de Agronomia; e o professor Lindemar de Sarmento, zootecnista, representando o curso de Zootecnia.

Em clima de acolhimento e cooperação, o encontro foi oficialmente declarado aberto, reafirmando o compromisso do CCA com a excelência acadêmica e o desenvolvimento profissional contínuo de seu corpo docente.

Formação pedagógica como prioridade institucional

Em nome das coordenações, a professora Mara Lucia Jacinto, destacou que o Encontro Pedagógico representa um espaço estratégico de escuta, troca de experiências e construção coletiva. A proposta é fortalecer práticas de ensino alinhadas às Diretrizes Curriculares Nacionais e às políticas institucionais da Universidade.

A programação foi estruturada em módulos formativos que abordam docência universitária, metodologias ativas de ensino, elaboração de instrumentos avaliativos e estratégias de avaliação em diferentes contextos de turma. Embora um dos módulos tenha precisado ser reagendado, a organização já anunciou novas datas, além da previsão de um segundo encontro antes do início do próximo semestre letivo.

A iniciativa integra uma política de formação continuada pensada desde o início das atuais gestões das coordenações, com o objetivo de qualificar pedagogicamente os docentes e aprimorar os processos de ensino-aprendizagem.

55 anos da UFPI e inauguração de espaço de cuidado

Durante a abertura, o representante da Reitoria, professor Emídio Matos, Pró-Reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC) destacou que a Universidade celebrou recentemente 55 anos de fundação, reforçando sua trajetória como instituição jovem, mas consolidada no cenário educacional brasileiro. Como parte das comemorações, foi anunciada a inauguração de uma brinquedoteca vinculada à Política Nacional de Cuidados, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social.

O novo espaço será destinado ao acolhimento de crianças de 3 a 12 anos, filhos e filhas de estudantes e servidores, inclusive terceirizados, funcionando no turno da noite. A proposta é oferecer suporte às famílias da comunidade acadêmica, especialmente às mães que trabalham durante o dia e estudam à noite, contribuindo para ampliar as condições de permanência na universidade.

Assistência estudantil: investimento, desafios e impacto

Um dos momentos centrais do encontro foi a apresentação das ações da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC). A gestão destacou a importância da parceria com os docentes na identificação precoce de demandas estudantis, reforçando que a permanência acadêmica depende de atuação integrada entre cursos e setores administrativos.

Atualmente, a assistência estudantil na UFPI é regida por legislação federal, o que garante maior estabilidade jurídica às políticas implementadas. Em 2024, a Universidade investiu cerca de R$ 29 milhões em ações de assistência estudantil, incluindo bolsas, auxílios e manutenção do Restaurante Universitário (RU), considerado uma das principais políticas de permanência por assegurar o direito humano à alimentação.

Sueli Teixeira

“O RU funciona ininterruptamente, 365 dias por ano, inclusive em feriados como Natal e Ano Novo, atendendo milhares de estudantes. O valor da refeição permanece altamente subsidiado, e estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica podem obter isenção da taxa”, disse Sueli Teixeira.

Dados apresentados durante o evento demonstram que estudantes ingressantes por meio da política de cotas que recebem apoio da assistência estudantil apresentam redução significativa nas taxas de evasão. No entanto, o orçamento disponível não tem sido suficiente para atender a todos os estudantes que preenchem os critérios de vulnerabilidade, revelando um desafio estrutural enfrentado pelas universidades públicas brasileiras.

Inclusão, diversidade e saúde mental

Outro eixo de destaque foi a ampliação das coordenadorias vinculadas à assistência estudantil, incluindo a Coordenadoria de Saúde, Esporte e Bem-Estar (COSEB) e a Coordenadoria de Inclusão, Diversidade, Equidade e Acessibilidade (COIDEA).

Assistente Social da UFPI, Rafaella Santhiago, falou sobre as Residências Universitárias

A COSEB está conduzindo a construção da Política de Saúde Mental da Universidade. Um mapeamento institucional será realizado junto a estudantes, técnicos e docentes para identificar as principais demandas relacionadas ao bem-estar psicológico. A proposta é elaborar uma política estruturada, baseada em evidências, com ações preventivas e grupos de apoio.

Psicóloga do SAPSI, Izabelly Maria Costa Abreu

O Serviço de Apoio Psicológico (SAPSI) foi apresentado como um serviço de psicologia escolar e educacional, voltado ao aconselhamento psicológico e ao fortalecimento do desempenho acadêmico, não se caracterizando como atendimento clínico ou de urgência.

Coordenador da COIDEIA, Fábio Passos

Já a COIDEA tem atuado de forma transversal na promoção de ações afirmativas e no combate a diferentes formas de discriminação, como racismo, capacitismo, sexismo, xenofobia e etarismo. Entre as iniciativas destacam-se o Laboratório de Acessibilidade e Inclusão (LAS), com investimento recente em tecnologias assistivas, e a reestruturação do Serviço de Apoio à Amamentação.

A gestão ressaltou que a construção de uma universidade inclusiva não pode ser responsabilidade exclusiva de uma coordenadoria, mas deve envolver toda a comunidade acadêmica em uma postura cotidiana de acolhimento e respeito à diversidade.

Compromisso coletivo com a permanência e a excelência

Ao final da abertura, foi reforçado que o Encontro Pedagógico não se limita a um momento pontual de formação, mas integra um projeto mais amplo de fortalecimento institucional. A articulação entre qualificação docente e políticas de permanência estudantil foi apontada como fundamental para garantir acesso, permanência e sucesso acadêmico.

A programação do Encontro Pedagógico continua no turno da tarde.