Como parte integrante da disciplina de Alfabetização e Letramento, a turma de Educação Escolar Quilombola, do Polo do PARFOR Equidade/UFPI de Batalha, visitou a comunidade Quilombola Manga/Iús. O encontro proporcionou uma valiosa troca de experiências entre discentes, famílias e representantes da Secretaria Municipal de Educação.

Turma de Educação Escolar Quilombola do Polo de Batalha
Segundo a Profa. Selma Maria Ramos, que ministrou a disciplina, o foco central do encontro, realizado no dia 30 de janeiro, foi a conscientização sobre o papel transformador do letramento em todas as fases da vida. “Principalmente, Educação Infantil e Educação de Jovens e Adultos, reafirmando o compromisso de integrar o processo de ensino-aprendizagem às raízes culturais e aos conhecimentos prévios da comunidade”, explica.

Durante atividade na comunidade quilombola Manga/Iús
Para a cursista Luciara Santos, foi uma experiência muito significativa, pois possibilitou sair do espaço da sala de aula e vivenciar, na prática, os conteúdos estudados, fortalecendo a relação entre teoria e realidade. “Essa experiência reforçou em mim a importância de uma educação que respeite os saberes ancestrais, a oralidade e as práticas culturais da comunidade. Enquanto futura educadora, essa vivência contribuiu para minha formação acadêmica e pessoal, ampliando meu olhar crítico e reafirmando meu compromisso com uma educação quilombola contextualizada, inclusiva e transformadora".

Atividades abordaram conteúdos da disciplina de Alfabetização e Letramento
A cursista Jaquieles Alves também enfatiza a importância da atividade e o impacto positivo que causou em todos. “Foi um momento bastante produtivo, pois debatemos sobre ideias para agregar à comunidade e propostas a serem realizadas na escola no processo de alfabetização e letramento”, menciona.
O Coordenador do Polo de Batalha, Prof. Milton Pereira, avalia que a atividade proporcionou a troca mútua de saberes, onde a prática pedagógica se uniu à valorização da identidade quilombola e da cultura local. “Momentos como esse representam oportunidades de muito crescimento para todos. A recepção da comunidade e a interação com os cursistas gerou grande nível de aprendizado e compartilhamento de experiências”.

Aula reuniu cursistas e comunidade
A Profa. Glória Ferro, Coordenadora Institucional do PARFOR/UFPI, reafirma que as imersões em comunidades e territórios são formativas e, por isso, fundamentais nos cursos do PARFOR Equidade. “Possibilitam o conhecimento e a vivência da sua história e cultura, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural, valorização da ancestralidade, da história e resistência dos povos quilombolas, podendo, portanto, fomentar a conscientização sobre a importância da luta dos quilombolas por direitos territoriais, políticas públicas e enfrentamento do racismo na nossa sociedade”.

Atividades abordaram conteúdos da disciplina de Alfabetização e Letramento
A Profa. Lucineide Morais, Coordenadora Adjunta do PARFOR Equidade/UFPI, reitera que a imersão dos estudantes nas comunidades quilombolas é parte fundamental do processo formativo global. “Está previsto nos currículos em desenvolvimento e é de fundamental relevância para a educação dos alunos. Nós, da Coordenação do Programa na UFPI, envidamos todos os esforços para a realização de atividades nessas localidades, inclusive como uma maneira de reforçar os vínculos de pertencimento e de valorização desses espaços”, destaca.

Atividades abordaram conteúdos da disciplina de Alfabetização e Letramento
O Prof. Ariosto Moura, Coordenador do Curso de Educação Escolar Quilombola, ressalta que é um momento significativo tanto para aqueles que já são quilombolas como para aqueles que não são quilombolas e também para os formadores, que têm a oportunidade de ressignificar a sua vivência no processo formativo. “É uma oportunidade para vivenciarem de maneira intensa e profunda a vida no quilombo, com todo o potencial da comunidade em seus aspectos culturais, sociais, pedagógicos, religiosos, articulando o conteúdo ensinado no componente curricular e a vivência no quilombo”.