
Na foto, o doutorando Francisco Carlos Vieira Moura de Araújo, ao lado da professora Célia Sousa (ESECS/IPLeiria)
O doutorando em Letras da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e professor de inglês da rede municipal de ensino de Oeiras (SEMED/Oeiras-PI), Francisco Carlos Vieira Moura de Araújo, iniciou, no dia 14 de janeiro de 2026, as atividades do doutorado-sanduíche em Portugal, no âmbito do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE). A experiência internacional está sendo realizada no Instituto Politécnico de Leiria (IPL).
Francisco é egresso da graduação em Letras-Português, pelo Campus Senador Helvídio Nunes de Barros, em Picos, e do Mestrado em Letras da UFPI, no Campus de Teresina, onde atualmente cursa o doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL/UFPI).
Além de sua atuação na educação básica pública municipal, o doutorando desenvolve atividades acadêmicas junto ao Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID), vinculado à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria, com foco em pesquisas nas áreas de Linguística, Linguística Aplicada, Acessibilidade Digital e Formação de Professores de Língua Portuguesa.
A experiência ocorre sob a orientação do professor Juscelino Francisco do Nascimento (UFPI) e da professora Célia Sousa (ESECS/IPLeiria) e tem como objetivo aprofundar estudos e fortalecer o intercâmbio acadêmico e científico entre instituições brasileiras e portuguesas.
Para Francisco, o doutorado-sanduíche representa uma conquista que ultrapassa o campo acadêmico. “Viver essa experiência em Portugal tem sido profundamente transformador, tanto no âmbito acadêmico quanto pessoal. Venho de uma família muito humilde: meu pai é feirante e analfabeto, e minha mãe, trabalhadora rural, concluiu o ensino médio apenas na vida adulta, por meio da Educação de Jovens e Adultos. Estar hoje em um contexto internacional de pesquisa me faz acreditar, ainda mais, que os estudos mudam vidas”, relata.
Segundo o doutorando, o contato com outros pesquisadores, grupos de pesquisa e diferentes realidades educacionais tem ampliado suas perspectivas teóricas e práticas. “Essa vivência tem enriquecido significativamente minhas reflexões sobre os novos letramentos, a Linguística Aplicada e as possibilidades de uma educação mais crítica, inclusiva e socialmente comprometida”, destaca.
Francisco também ressalta a responsabilidade de representar a UFPI em um programa de mobilidade internacional. “Levar o nome da UFPI para fora do país é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade e uma motivação diária para seguir produzindo conhecimento com rigor, sensibilidade e compromisso social”, afirma.
Para além do impacto individual, o doutorando enfatiza a relevância da iniciativa para a educação pública e para a ciência brasileira. “Essa oportunidade simboliza o investimento contínuo na educação pública e na valorização da ciência produzida no Brasil. É um conhecimento que retorna à Universidade e à sociedade na forma de produção científica, formação qualificada de professores e fortalecimento de uma educação mais democrática e inclusiva”, conclui.