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V CIAPS inicia com 7 oficinas simultâneas sobre saúde da mulher, mortalidade materna, covid 19 e PICs

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Publicado: Quarta, 05 de Mai de 2021, 16h26

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Mosaíco de parte dos participantes do V CIAPS

Com o objetivo de discutir e debater sobre saúde da mulher, mortalidade materna, contribuições ao enfrentamento da covid-19 e Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS), iniciou nesta quarta-feira, 05, o primeiro dia do V Congresso Internacional de Atenção Primária à Saúde (V CIAPS).   Cerca de 200 estudantes e profissionais de saúde participaram, de forma online, dos debates dos mais variados temas em sete oficinas simultâneas. 

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Mosaíco de parte dos participantes do V CIAPS

A ação foi promovida pelo Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação Permanente para o SUS (NUEPES), Programa de Mestrado Profissional em Saúde da Mulher (PMPSM), Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN), Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME),  Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (FADEX) em colaboração com o Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados (CIATEN) e Secretaria de Estado da Saude do Piauí SESAPI.

A oficina sobre Urgência e Emergência em gestante de risco foi proposta pelos pesquisadores Nagele de Sousa Lima (HUT/FMS), Alcino Sá e Patrícia Machado Veiga de Carvalho Melo. A atividade apresentou e discutiu questões de manejo clínico para situações de urgência e emergência na Atenção Primária em Saúde com o objetivo de estabilizar a gestante para referência.

Nagele de Sousa apresentou a temática “Abordagem da Gestante com hipotensão e risco de choque”. O palestrante abordou as fases do choque, classificação do choque em função dos perfis hemodinâmicos, fisiologia da gestante, choque hipovolêmico.

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Palestra do pesquisador Nagele de Sousa Lima (HUT/FMS)

Sobre a classificação das hemorragias gestacionais, Nagele Sousa, dividiu-as em: hemorragias do primeiro trimestre (gravidez ectópica rota; abortamentos, mola hidaliforme/coriocarcinoma); hemorragias dos segundo e terceiro semestre (placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, acretismo plancetário/vasa prévia); Hemorragias Pós-parto (atonia uterina, laceração do trato genital; retenção de produtos da concepção, ruptura uterina, inversão uterina e coagulopatia).

Em seguida, o pesquisador destacou as alterações anatômicas e fisiológicas da gestantes e as consequências clínicas. “Dentre as alterações anatômicas temos: aumento de peso na gravidez; aumento da vascularização; e edema da mucosa da via aérea; capacidade residual funcional reduzida; maior consumo de oxigênio secundário a maior demanda metabólica. Esses fatores implicam em dificuldade de posicionamento, maior risco de sangramento da via aérea e potencial dificuldade com a intubação traqueal, maior taxa de dessaturação de oxigênio e maior risco de regulação gástrica e aspiração pulmonar”, disse.  

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Alcino Sá, médico e especialista em medicina intensiva

Alcino Sá, médico e especialista em medicina intensiva, abordou que a hipertensão gestacional, que segundo o pesquisador, é uma causa muito grave para a morte materna e fetal, indicando alterações hemodinâmicas na gestação: aumento do volume sanguíneo, aumento da frequência cardíaca, pressão arterial com comportamentos peculiares, aumento do débito cardíaco, a tendência de aumento da frequência respiratória e a anemia. “As síndromes hipertensivas estão relacionadas em torno de 10% das gestações”.

De acordo com Alcino Sá, o comportamento da pressão arterial é dividido em quatro grandes grupos, sendo importante a averiguação de medidas tanto dentro como fora do consultório. “A hipertensão pós-parto geralmente ocorre de 2 semanas a 6 meses após o parto. A pré-eclâmpsia está relacionada com a disfunção arterial na região placentária, sendo uma síndrome bastante heterogênea, associada a diversos fenômenos e com etiologia de difícil distinção, mais comumente resultada da combinação intensa de resposta inflamatória”, explica.

A oficina sobre Investigação e análise de óbitos maternos teve o intuito de apresentar a vigilância do óbito materno, protocolos, atestado de óbito, Comitê de Mortalidade Materna. A atividade foi proposta pela Maria Auzeni de Moura Fé, SESAPI;  Regina Amélia Lopes Pessoa de Aguiar, UFMG; Zenira Martins Silva, SESAPI.

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Oficina sobre Investigação e análise de óbitos maternos

Zenira Martins iniciou a apresentação discorrendo sobre vigilância do óbito: instrumentos utilizados. A pesquisadora falou sobre a vigilância do óbito do óbito materno, infantil e fetal apresentando as fichas de investigação. Além disso, Zenira Martins explicou sobre as ferramentas de acesso restrito e de domínio público e mostrou como acessar o sistema de informação sobre mortalidade.

Em seguida, Maria Auzeni de Moura Fé destacou o Comitê de prevenção da morte materna e explicou sobre a portaria que regulamenta o comitê, explicando sobre  a fundação e os objetivos do mesmo.

Quem participou do evento na manhã desta quarta-feira, 05, pode conferir também as oficinas voltadas para a área de “Cuidados Nutricionais na Saúde da Mulher: da Fertilidade à Gestação e Lactação”. A oficina foi apresentada por Mariana Sefora Bezerra Sousa, professora do Instituto Federal do Ceará (IFCE), com experiência na área de Nutrição e Dietética.

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Oficina "Cuidados Nutricionais na Saúde da Mulher: da Fertilidade à Gestação e Lactação”

Mariana Sefora iniciou a oficina falando sobre infertilidade. Segundo a nutricionista, a infertilidade pode ser primária e secundária. “Uma mulher que nunca foi diagnosticada com gravidez clinica, é classificada como primária. A Secundária é quando a mulher é incapaz de estabelecer uma gravidez clínica, mas que foi previamente diagnosticada com uma gravidez clínica. É mais comum nas regiões do mundo com altas taxas de aborto inseguro e cuidado precários na maternidade levando a infecções pós-abortivas e pós-parto”, explica.

A pesquisadora abordou sobre a relação entre açúcar e infertilidade. Segundo Mariana, as ingestões de bebidas adoçadas tanto por homens quanto por mulheres estão associadas à fecundidade reduzida. Ela explica que a infertilidade foi ainda mais reduzida entre os indivíduos, que por semana, ingerem grandes porções de refrigerantes adoçados com açúcar.

Já na área da homeopatia para saúde da mulher, houve oficina sobre Práticas Interativas e Complementares para Saúde da Mulher. Andrea Barreto, fisioterapeuta e especialista em Fitoterapia e Medicina Chinesa, descreveu sobre a história da medicina tradicional chinesa, história da ginecologia, fisiologia da mulher, vasos extraordinários e a MTC, útero e a MTC, sangue e menstruação, fecundação, gravidez e a MTC, parto, patologia, etiologia e diagnóstico.

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Oficina Práticas Interativas e Complementares para Saúde da Mulher

De acordo com Andrea Barreto, a Medicina Tradicional Chinesa é uma medicina energética. “Toma como base a existência de uma estrutura energética para além do corpo físico e no corpo humano, a energia circula por canais com pontos específicos e que ao serem pontuados  desbloqueia esses canais, equilibrando a circulação energética”, explica.

Andrea Barretto disse que os elementos essenciais da MTC são a energia, sangue, essência nutritiva e espirito. “O Qi” (energia), é o conjunto das energias e substâncias que estão presentesna natureza e no ser humano; o Xue (sangue), é diferente do Qi pela natureza (matéria); o Jing (essência nutritiva), é a semente da vida e o Shen (espírito), habita o coração; consciência organizadora, pensamentos, disse.  

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Construção de mapas de evidências

Na oficina Construção de mapas de evidências ministrada pelas bibliotecárias Verônica Abdala e Elisabeth Biruel tratou das contribuições das evidências científicas para facilitar o conhecimento. Nos mapas podemos verificar a visão geral das possíveis contribuições à saúde. Procurando fazer intervenções e desfechos através da caracterização e revisão dos estudos, por de preenchimento planilhas. Nisso, especificaram como iniciar as estratégias para busca e montagem dos mapas, com a utilização da plataforma rayyan, uma ferramenta gratuita para a revisão e seleção de referências bibliográficas e realização das pesquisas científicas e o Amstar 2 outra plataforma utilizada para a ajudar na construção do mapa de evidências.

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mosaíco de participantes das oficinas

As oficinas trouxeram bastante informação cientifica, dentre elas a que tratou de "Termos técnicos de como diagnosticar a COVID-19 por meio PCR", ou seja, encontrar o RNA do vírus em nasofaringe. Para a professora adjunta da UFPI, Katrine Cavalcanti e também coordenadora da oficina é importante discutir a realização desses testes.

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Oficina "Termos técnicos de como diagnosticar a COVID-19 por meio PCR"

“Diante da situação problemática de saúde mundial gerada pela pandemia do novo coronavírus, a oficina em questão contribui para a ampliação dos conhecimentos acerca de um dos principais testes realizados para o diagnóstico de COVID-19. De forma, a abordar desde o surgimento do teste, até mesmo problemas encontrados no mesmo e os passos percorridos para a realização de testes PCR para COVID-19. Também foi possível realizar uma atividade prática com os participantes e sessões de debates para minutar as dúvidas dos participantes acerca do teste em questão.” O PCR é realizado para diagnosticar várias outras doenças inclusive a covid-19, sendo uma ferramenta importante de uso biomolecular.

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Oficina "A pesquisa qualitativa empregada na saúde"

Já na oficina "A pesquisa qualitativa empregada na saúde" ministrada por Iris Costa, foram colocadas algumas técnicas de como fazer pesquisas a campo como: entrevistas, observação participante, história de vida, estudo do caso, técnica de grupo focal e pesquisa e ação. Nela a palestrante explica como identificar um bom tema-problema a partir de uma área de interesse pesquisando em revistas cientificas, coletâneas e anais de congresso. Na pesquisa qualitativa hipóteses são criadas indutivamente e construídas através da definição do problema, coleta de dados, análise dos dados e redação.

Nos dias 05 a 07 de maio, o Congresso será um importante espaço de discussão e de articulação e terá como tema “Aproximando a ciência da prática para Saúde da Mulher em tempos de COVID-19”, onde todo evento será transmitido pelo do canal no youtube do Nuepes Não Mortalidade Materna.

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