UFPI cresce em inovação e alcança 12ª posição em ranking nacional do INPI

UFPI desponta em ranking de Propriedade Intelectual a partir de pesquisas desenvolvidas no âmbito acadêmico. Foto: Arquivo SCS/UFPI

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) alcançou a 12ª colocação nacional no ranking de depositantes residentes de Programas de Computador de 2025 do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, com 48 depósitos de software registrados. O resultado representa um avanço expressivo da Instituição, que anteriormente não figurava entre as principais depositantes do país nesse segmento.

Além do destaque em registros de software, a UFPI também avançou no ranking de patentes de invenção. Em 2024, a Universidade subiu da 26ª para a 24ª posição nacional, passando de 21 para 33 depósitos. Já no ranking divulgado em 2025, a Instituição alcançou a 18ª colocação, com 40 depósitos registrados junto ao INPI.

Pró-reitor da PROPESQI, Rodrigo Veras. Foto: Arquivo SCS/UFPI

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPI, Rodrigo Veras, o crescimento é resultado das ações desenvolvidas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PROPESQI), por meio do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC).

“Esse avanço é fruto das ações conduzidas pela PROPESQI, por meio do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia, que tem promovido a modernização e a simplificação dos fluxos internos de depósito, a realização contínua de capacitações voltadas à proteção de ativos intelectuais e o fortalecimento da articulação com laboratórios, grupos de pesquisa e programas de pós-graduação, especialmente nas áreas de tecnologia, computação e engenharias”, destacou.

O pró-reitor também ressaltou o impacto institucional dos resultados alcançados.

“Esse conjunto de resultados demonstra a consolidação de uma nova etapa institucional, marcada pela capacidade da UFPI de proteger de forma estratégica sua produção científica e tecnológica. Mais do que ampliar indicadores, esse desempenho reafirma o compromisso da Universidade com a geração de soluções inovadoras, aptas à transferência tecnológica e à produção de impactos concretos no desenvolvimento socioeconômico do Piauí e do Brasil”, acrescentou.

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Professor Romuere Silva. Foto: Arquivo SCS/UFPI

Um dos pesquisadores da Universidade que realizou depósito de patente foi o professor Romuere Silva, do curso de Sistemas de Informação do Campus de Picos. Ele conta que a patente depositada envolve o desenvolvimento de um braço robótico para automatizar a leitura de lâminas em microscópios, integrando visão computacional e inteligência artificial. “Nós também realizamos registros de softwares voltados para aplicações tecnológicas na saúde e agropecuária. Acredito que o fortalecimento da propriedade intelectual na UFPI é essencial para transformar pesquisas em soluções inovadoras, ampliar o impacto social da universidade e aproximar a ciência do setor produtivo”, enfatizou.

Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC)

Na foto, o coordenador do NINTEC, Albemerc Moraes, ao lado de equipe de atuação do Núcleo

Na Universidade, o NINTEC, vinculado à PROPESQI, atua no assessoramento à comunidade acadêmica no processo de registro de propriedade intelectual. O núcleo oferece suporte técnico a autores e inventores durante o depósito de patentes no INPI, auxiliando na análise dos pedidos e na organização da documentação necessária para submissão.

Além da atuação voltada à propriedade intelectual, o NINTEC também desenvolve ações de fortalecimento da cultura de inovação dentro da UFPI, como a manutenção do Grupo de Agentes Acadêmicos de Inovação (GAAI), a realização de desafios de inovação e de eventos institucionais, como o StartUFPI.

De acordo com o coordenador do NINTEC, Albemerc Moraes, a estratégia adotada pela Universidade tem aproximado o núcleo dos pesquisadores e ampliado o entendimento sobre propriedade intelectual dentro da Instituição.

“Estamos indo até os laboratórios, conversando com os professores, alinhando ações e tirando dúvidas para conseguirmos desmistificar a propriedade intelectual. Visitamos diversos laboratórios da Universidade e também conseguimos uma consultoria do Sebrae focada em propriedade intelectual. Realizamos eventos, como o Dia Mundial da Propriedade Intelectual, palestras promovidas pela biblioteca e podcasts tratando sobre o tema. Todas essas ações de busca ativa, palestras e comunicação permitiram que evoluíssemos significativamente no número de patentes”, afirmou.

Outro avanço anunciado pela Universidade foi a adesão a um programa piloto de mentoria do INPI voltado à proteção de ativos intelectuais.

“Esse programa permite que indiquemos startups e pesquisadores com potencial para depósito de patentes para receberem uma mentoria especializada com técnicos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial”, explicou Albemerc Moraes.

Vale mencionar ainda que, em 2026, a UFPI aprovou sua nova Política de Propriedade Intelectual - PI. A Resolução Nº 426, de 28 de abril de 2026, moderniza o regulamento interno sobre a gestão da PI na Instituição com foco mais ampliado na transferência de tecnologia.

Pesquisadores, estudantes e startups interessados em participar das mentorias ou obter orientações sobre propriedade intelectual podem entrar em contato com o NINTEC por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Aos 55 anos, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) reafirma sua trajetória como patrimônio científico, educacional e social do Piauí, construída por gerações de estudantes, professores, técnicos administrativos e pela sociedade. Sob a liderança da Reitora Nadir Nogueira, primeira mulher a conduzir a instituição, a Universidade fortalece uma gestão pautada no diálogo, na inclusão e na construção coletiva, ampliando seu compromisso com o ensino, a pesquisa, a extensão, a inovação e o desenvolvimento regional.