UFPI é destaque em resultado preliminar da primeira fase do Centelha Piauí com 54 ideias selecionadas e projeto em 1º lugar

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) alcançou destaque na classificação preliminar da Fase 1 do Programa Centelha Piauí e teve, ao todo, 54 ideias selecionadas entre as 200 propostas aprovadas em todo o Estado. O Programa apoia a transformação de ideias inovadoras em negócios de base tecnológica, oferecendo capacitações, recursos financeiros, bolsas de apoio técnico e acompanhamento especializado nas etapas seguintes. No Piauí, a iniciativa integra a política estadual de estímulo à inovação, à pesquisa aplicada e à atração de investimentos estratégicos.

Pró-reitor da PROPESQI, Rodrigo Veras. Foto: Arquivo SCS/UFPI

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Rodrigo Veras, ressaltou que o Programa é uma iniciativa estratégica para aproximar o conhecimento acadêmico do mercado, ao incentivar a transformação de ideias desenvolvidas na universidade em negócios inovadores. “O Centelha funciona como uma ponte entre o conhecimento acadêmico e o mercado, permitindo que inovações geradas em nossos laboratórios e salas de aula recebam fomento e capacitação para se tornarem empresas reais”, enfatizou.

Sobre as próximas etapas do edital, o pró-reitor avaliou que a universidade tem condições de manter um bom desempenho, diante da qualidade técnica das propostas submetidas. “Nossa expectativa é que os projetos ligados à UFPI continuem demonstrando excelência técnica para que possamos estar entre os até 47 projetos finais aprovados para receber o apoio financeiro e iniciar sua execução”, pontuou.

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Coordenador do Nintec, Albemerc Moraes. Foto: Arquivo SCS/UFPI

O coordenador do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia da UFPI (Nintec), Albemerc Moraes, avalia que o desempenho da Universidade no resultado preliminar do Programa Centelha 3 é reflexo de um trabalho contínuo de fortalecimento da cultura da inovação e do empreendedorismo acadêmico. “Esses números mostram que estamos no caminho certo. Hoje, a UFPI se consolida como uma das principais instituições públicas na promoção da inovação e do empreendedorismo no Piauí. A aprovação de mais de 25% das propostas da UFPI na primeira etapa do edital Centelha, que é voltado para ideias inovadoras, demonstra que a universidade tem cumprido o seu papel”, afirma.

Albemerc Moraes acrescenta ainda que o Nintec pretende acompanhar de perto os projetos selecionados nas próximas fases do programa. Ele explica que a UFPI já dispõe de uma política institucional de incubação de empresas, aprovada recentemente, que possibilita a inserção de ideias, projetos e startups aprovados em editais como o Centelha nas incubadoras vinculadas à Universidade, conforme o perfil de cada proposta. 

“O que pretendemos é dar continuidade a esse acompanhamento, convidando os projetos aprovados a integrarem uma das nossas incubadoras, seja a Inbate ou a Ineagro. O resultado do Centelha mostra a diversidade e a qualidade das ideias aprovadas, em áreas como tecnologia social, biotecnologia, inteligência artificial, impacto socioambiental e desenvolvimento de novos produtos. As expectativas são muito positivas para que a UFPI siga com um número elevado de propostas aprovadas e avance ainda mais no ecossistema de inovação”, destaca.

Professora Naise Caldas

A professora do Departamento de Química do Centro de Ciências da Natureza (CCN/UFPI), Naise Caldas, conquistou o primeiro lugar no resultado preliminar da Fase 1 do Programa Centelha 3 Piauí com o projeto N-Nature pH Smart. A docente destaca que a proposta é fruto de um processo construído ao longo do tempo, a partir de uma necessidade real, que evoluiu no ambiente acadêmico até se consolidar como uma solução tecnológica inovadora.“A inscrição no Centelha não começou no dia em que eu sentei para preencher o formulário. Ela começou muito antes, quando eu já vinha amadurecendo a ideia de que o N-Nature podia ser mais do que um desodorante natural. Foi uma construção feita aos poucos, com problema real, mecanismo claro e capacidade de execução, o que fez toda a diferença para alcançar a primeira colocação”, declara.

Ao comentar a relevância do resultado, a professora ressalta que o projeto evidencia o potencial da pesquisa desenvolvida na UFPI para gerar inovação com impacto econômico e social.

“Esse resultado mostra que a tecnologia não precisa nascer apenas nos grandes centros. Ela pode surgir dentro da Universidade, a partir de uma ciência acessível e sustentável. Segundo, gera valor econômico real. Não é apenas fabricar um cosmético, é desenvolver uma solução com diferencial tecnológico, com possibilidade de proteção intelectual e potencial de escala. Além disso, gera valor econômico real, mostrando que pesquisa acadêmica pode dialogar com mercado sem perder rigor científico”, frisa.

O resultado é referente ao Edital nº 006/2025 e foi publicado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) e pela Investe Piauí, em articulação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com apoio do Confap e da Fundação CERTI.

Confira o resultado preliminar aqui.