O “PARFOR Indica” é um projeto de incentivo à leitura do PARFOR/UFPI e inclui a indicação de obras literárias (livro, revista, reportagem, resenha e outras produções acadêmicas), de diversos gêneros, como romance, conto, poesia, drama, além de produções didáticas, configurando um espaço para compartilhar a sua opinião sobre obras que você leu e gostou muito, de modo a instigar a leitura dessas produções por outros leitores.
E hoje, trazemos a indicação de Alyne Ramos, Assessora de Comunicação do PARFOR/UFPI. Trata-se do livro “Carnaval”, escrito por Carla Gullo, Rita Gullo e Camilo Vannuchi, com ilustração de Thiago Lopes, lançado pela Editora Moderna, em 2019. Confira onde encontrar o livro.
Sinopse:
Como o Brasil se tornou o país do Carnaval? De onde vem o Rei Momo? Quando surgiu a primeira escola de samba? Por que usamos máscaras e fantasias para pular nos blocos e nos bailes? Quais são as marchinhas mais conhecidas? Quem inventou o trio elétrico? Este livro vai ajudá-lo a conhecer todos os detalhes sobre a festa mais animada do mundo.
Os autores contam como e onde surgiu a folia de Momo e de que maneira tomou conta do Brasil. Eles já contaram a história do Samba, da Bossa Nova, do Choro, da Música Caipira, da Jovem Guarda e da Tropicália. Agora, chegou a vez do Carnaval. Os jornalistas Carla Gullo e Camilo Vannuchi e a cantora e historiadora Rita Gullo narram em 56 páginas as origens da folia de Momo, seu crescimento e como se tornou a maior festa popular do Brasil.
O livro Carnaval é direcionado a crianças a partir de 9 anos e faz parte da coleção Ritmos do Brasil. Com linguagem fácil e divertida, a obra mescla fotos com as artes do ilustrador Thiago Lopes. Fica fácil para crianças, jovens e adultos entenderem por que as escolas de samba ganharam este nome, de onde vem a ala das baianas, os bumbos, as máscaras, os carros alegóricos, os blocos. E o porquê do nome Carnaval. “Veio do latim carnem levare, o equivalente a ‘adeus à carne’. Três dias antes da Quarta-feira de Cinzas – início da Quaresma – os cristãos faziam uma grande festa regada a muita bebida e carne, que seriam proibidos nos 40 dias seguintes”, diz a autora Carla Gullo.
Ao Brasil, como se sabe, a festa foi trazida pelos portugueses, mas ganhou cores e ritmos africanos. “O brasileiro parece ter sempre se identificado com esta festa anárquica e alegre. Foi reprimido, elitizado, cresceu, mas manteve como marcas a miscigenação e a capacidade de dialogar com as questões sociais”, afirma Camilo Vannuchi.
Rita concorda com ele e diz ainda que leituras como essa são importantes para que nossa história não se perca. “As músicas, as festas e as manifestações populares são muito ricas no Brasil. Revisitar a história é uma maneira de homenageá-las e de valorizar nossas origens”, diz ela.
Sobre os autores:
- Carla Gullo
Apaixonada por música e filha de cantora lírica, Carla Gullo é jornalista e já trabalhou em publicações como IstoÉ, O Globo, Época São Paulo, Boa Forma e Marie Claire. Atualmente tem sua própria agência de comunicação, a Circular.
- Rita Gullo
Cantora, atriz e historiadora, Rita Gullo começou a estudar música muito cedo, aos 8 anos de idade. Lançou seu primeiro disco, “Rita Gullo”, em 2011, e, em 2013 lançou, em parceira com o escritor Ignácio de Loyola Brandão, um CD que acompanha o livro “Solidão no Fundo da Agulha”.
- Camilo Vannuchi
Jornalista, Camilo Vannuchi sempre teve contato com a música. Ainda criança aprendeu a tocar violão e começou a compor suas próprias letras. Teve influências de Chico Buarque, Toquinho e Vinicius de Moraes.