Durante a disciplina de Geografia Política e Geopolítica, os cursistas de Geografia, do Polo do PARFOR/UFPI de Castelo do Piauí, realizaram um trabalho de campo na Empresa ECB Rochas Ornamentais, localizada entre os municípios de Juazeiro e Castelo do Piauí.
Professor e cursistas durante visita à mineradora
Segundo o Prof. Raimundo Jucier, que ministrou a disciplina, a atividade, realizada em 25 de julho, permitiu, primeiramente, visualizar como o substrato material, geológico dos territórios, neste caso, a presença do quartzito - chamado de “pedra morisca”, foi essencial para a montagem de uma empresa no sertão do Nordeste, com sócios de vários países (ECB – Espanha, Chile e Brasil), especializados na extração de rochas ornamentais para pisos, revestimentos exterior e interior, bordas de piscina, jardins e acabamentos rústicos de monumentos.
Área explorada pela mineradora
“Em seguida, a permanência de uma pirâmide esculpida na mineradora, como um “documento geológico”, demonstrava a profundidade e os tipos de folhas rochosas extraídas da natureza (multicolor, gold e black). E, juntamente ao processo produtivo baseado em trabalho pesado com uso de máquinas específicas, visualizava a transformação da natureza como um artigo de comércio para o mercado interno e mundial”, explica o professor.
Ele destaca, ainda, que “o contato com os produtos recortados e encaixotados, in natura ou polidos, com destino para países como Espanha, Estados Unidos, Chile, entre outros, evidenciava como a exportação da natureza articulava os territórios municipais com outros Estados e mercados. O que permitiu, ao final, problematizar os desafios para o Estado brasileiro e os poderes municipais, referentes aos impactados baseados na atividade mineradora de rochas ornamentais”, relata Jucier.
Produtos recortados e encaixotados
A professora Bartira Viana, Coordenadora do Curso de Geografia, reitera que a aula de campo na ECB Rochas Ornamentais, contribuiu para a ampliação dos conhecimentos teóricos e práticos dos professores cursistas do PARFOR, “relacionados às alterações provocadas ao ambiente decorrentes da ação humana, destacando a geração de impactos ambientais negativos como a poluição visual e a desconfiguração do relevo e alteração da paisagem, destacando a necessidade da sustentabilidade da atividade de exploração mineral”.
Funcionários da mineradora
Jadiel Alves, cursista de Geografia, avalia que durante a aula de campo foi possível conhecer melhor a empresa, parte do seu trabalho territorial e sua missão internacional. “Diante do que foi observado e apresentado a partir de guias da própria empresa, a corporação tem uma preocupação com a sustentabilidade da área explorada, bem como do planeta como um todo, pois esse tipo de atividade não impacta somente o território em questão, mas todo o planeta. Mas, por outro lado, como o foco principal da empresa, de fato, são os negócios nacionais e internacionais, o crescimento da comercialização do minério e das riquezas é proporcional ao consumo de natureza”, afirma.
Cursistas de Geografia durante visita
A importância de atividades como essa é ressaltada pela Profa. Glória Ferro, Coordenadora Institucional do PARFOR/UFPI. “É fundamental que os cursistas vejam na prática conteúdos abordados em sala de aula. O processo formativo é cuidadosamente planejado de modo que haja essa unidade entre teoria e prática”.