
O Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal do Piauí (CEAD/UFPI) tem fortalecido ações voltadas à promoção da acessibilidade no Ensino Superior, com foco na inclusão e na permanência de estudantes com necessidades educacionais específicas. As iniciativas envolvem o trabalho de equipe multidisciplinar, a oferta de cursos de formação e a adoção de estratégias que visam à redução de barreiras no ambiente acadêmico.
Além do suporte especializado, o Centro tem assumido o compromisso com a formação continuada na área inclusiva. Em 2023, foram ofertadas 800 vagas para o curso de especialização em Atendimento Educacional Especializado (AEE), alcançando dez municípios piauienses. Desde 2024, também vêm sendo ofertados cursos de extensão, sob a coordenação da professora Carla Andréa Silva, contemplando docentes, discentes, profissionais da educação e familiares de pessoas com deficiência.
“O atendimento no ensino superior envolve a tomada de decisão do estudante em procurar a equipe multidisciplinar, que passa a atuar na remoção de barreiras que podem interferir no processo de aprendizagem”, destacou a professora Carla Andréa, coordenadora das ações na área.
A manutenção da equipe multidisciplinar é considerada um dos primeiros passos para a efetivação da inclusão. No contexto da Educação a Distância, a inclusão apresenta desafios específicos que envolvem tanto aspectos institucionais quanto a participação ativa dos estudantes na busca por apoio especializado.
“A equipe é composta por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, como pedagogos, psicólogos, assistentes sociais e especialistas em educação inclusiva, atuando na elaboração de pareceres técnicos que auxiliam na remoção de barreiras que podem interferir no cotidiano dos estudantes do CEAD/UFPI que demandam maior acolhimento”, detalhou a coordenadora.
Alinhadas aos princípios da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, as formações ofertadas pelo CEAD abordam temáticas como Fundamentos do AEE, Tecnologia Assistiva, AEE no Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Ensino Superior e Língua Brasileira de Sinais (Libras). A docente também ressalta que um dos principais desafios está relacionado à busca por apoio por parte dos próprios estudantes.
“Um dos maiores desafios se associa à aceitação da condição de deficiência por parte do próprio estudante, o que impacta na procura por auxílio em tempo hábil e pode interferir no desenvolvimento acadêmico. Há muito a avançar no combate ao capacitismo na educação superior como um todo”, finalizou Carla Andréa.
Atualmente, as ações do CEAD/UFPI têm alcançado estudantes de diferentes polos e municípios do Piauí, ampliando o acesso ao ensino superior e fortalecendo práticas inclusivas. Com a oferta de cursos de especialização e extensão, a instituição contribui para a formação de profissionais na área e para a construção de um ambiente educacional mais acessível, acolhedor e equitativo.