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Audiência na Assembleia Legislativa do Piauí é realizada em defesa das instituições federais de ensino

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Publicado: Quinta, 06 de Junho de 2019, 14h39

Uma audiência pública para discutir o corte de investimentos e o bloqueio de verbas para as instituições federais de ensino do Piauí (UFPI e IFPI) foi realizada na manhã dessa quinta-feira, 6 de junho, na Assembleia Legislativa e contou com a presença do Reitor da UFPI Arimatéia Lopes, da Vice-reitora Nadir Nogueira e do Pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento André Santana.    

A audiência foi uma proposta do deputado Francisco Lima (PT) e presidida pela deputada Teresa Brito (PV). Havia sido aprovada, segundo a deputada, por unanimidade pelo Plenário do Piauí, evidenciando total apoio de seus integrantes. Em sua fala inicial, o deputado Lima ressaltou que a intenção da audiência era conhecer, de fato, a realidade das instituições de ensino federais, a partir da escuta de quem vivencia a universidade no estado. "Esses cortes não só impacta o funcionamento da Universidade, mas todos que usufruem dela. Portanto, a Assembleia Legislativa não pode ficar alheia a isso. (...) Embora a UFPI seja financiada pelo governo federal, é dos piauienses", ressaltou Lima.

WhatsApp Image 2019-06-06 at 13.00.54.JPGDeputado Francisco Lima

O Reitor da UFPI, Prof. Dr. Arimatéia Lopes, destacou que, desde que assumiu a Reitoria em 2012, nunca a instituição vivenciou um contingenciamento tão grande, na medida em que, agora, foram aplicados bloqueios no orçamento, que impedem o empenho de serviços, equipamentos etc. "Se não houver liberação do limite de empenho, não teremos sequer como fechar as contas em junho", alertou.

WhatsApp Image 2019-06-06 at 13.01.01.JPGReitor da UFPI, Prof. Dr. Arimatéia Lopes

Isso ocorre porque o bloqueio foi realizado em cima de três áreas centrais para o funcionamento da Universidade: as bolsas, o ensino técnico e o ensino superior. Além disso, já foram feitos, segundo o Reitor, todos os ajustes possíveis, como o corte de 50% do pessoal terceirizado de apoio técnico e a suspensão total de viagens para congressos e eventos (pois não há sequer como arcar com o combustível dos ônibus da Universidade). "A sociedade em geral está do nosso lado para superarmos essa crise porque a Universidade é maior do que qualquer interesse", ponderou Arimatéia. 

O Reitor do IFPI, Prof. Paulo Henrique Gomes, conduziu sua fala no mesmo sentido, ressaltando que, se o bloqueio for mantido, não haverá recursos para funcionamento a partir de setembro. "Temos que reagir e ir até as últimas consequências. Se queremos, de fato, um país mais desenvolvido, não podemos permitir que os recursos da educação sejam retirados. Afinal, todos na sociedade somos beneficiários da Universidade", afirmou.

Virgílio Filho, estudante de Ciências Sociais e representante do DCE da UFPI, exemplificou as falas dos reitores, ao evidenciar os impactos desses cortes no cotidiano dos alunos. Declarou que, ainda que o Restaurante Universitário da UFPI seja um dos mais baratos do País, há dias que alguns alunos não têm condições de pagar. Ressaltou também que, hoje, muitos estudantes só têm acesso à educação em função das bolsas, o que pode acabar prejudicando vários alunos. "As universidades federais e seus estudantes pedem socorro. (...) Mas a gente vai resistir! Estamos reunindo toda a classe estudantil para ir para as ruas sem medo".             

WhatsApp Image 2019-06-06 at 13.00.57.JPGVirgílio Filho, estudante de Ciências Sociais e representante do DCE da UFPI

O Prof. Dr. Francisco de Assis Sinimbu Neto, Superintendente de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (SEBTT), que também integrou a mesa da audiência pública apresentou outros exemplos preocupantes do corte de orçamento das escolas técnicas. Destacou, a partir de agosto, não há como suprir a alimentação dos animais do Centro de Ciências Agrárias (CCA), incluindo caprinos e bovinos. "A Universidade tem responsabilidade muito grande com esses animais", ressaltou.                

WhatsApp Image 2019-06-06 at 13.00.55.JPGProf. Dr. Francisco de Assis Sinimbu Neto

O Prof. Jurandir Gonçalves, presidente da ADUFPI, em sua fala, concordou que os ataques à Universidade podem afetar estudantes, técnicos e professores, bem como as áreas de ensino, pesquisa e extensão. Apontou como o mais preocupante, porém, o processo de construção da crença de que as Universidades são inúteis, embora sejam um dos principais agentes de transformação da sociedade. E terminou confirmando a fala do Reitor Arimatéia de que, na história recente, a universidade nunca foi tão atacada na sua sobrevivência cotidiana enquanto instituição.

No encerramento da audiência foram apresentados os encaminhamentos da audiência pelo seu proponente, deputado Lima. Além de sugestões e pedidos de detalhamento de dados por parte das instituições federais de ensino, ficou definido que será realizado um Pedido de Providências a ser encaminhado para os parlamentares do Piauí, bem como a instâncias superiores como o MEC.

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