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I Fórum Esperança Garcia: raça, gênero, sexualidade e políticas de assistência estudantil acontece na UFPI

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Publicado: Quarta, 05 de Junho de 2019, 08h42

Teve início nessa terça-feira (04), o I Fórum Esperança Garcia: raça, gênero, sexualidade e política de assistência estudantil na Universidade Federal do Piauí (UFPI), um espaço inclusivo e democrático para discutir cotas, racismo, gênero e sexualidade com a comunidade da UFPI.

WhatsApp Image 2019-06-04 at 11.11.59 (1).jpegMesa de Abertura: PRAEC, PREXC, DCE e Comissão Esperança Garcia

Durante dois dias consecutivos - 04 e 05 de junho - o auditório do Centro de Ciências da Educação (CCE) torna-se um espaço para apresentar a Comissão de Raça, Gênero e Assistência Estudantil "Esperança Garcia" da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários - PRAEC/UFPI. A Comissão é formada por 16 pessoas, sendo 8 estudantes, 4 docentes e 4 técnicos-administrativos da UFPI.

A Universidade hoje é um espaço de várias cores, classes e sexualidades. O perfil do estudante universitário vem mudando a cada ano. Dados da V pesquisa do perfil socioeconômico e cultural dos estudantes de graduação, divulgados em maio deste ano (2019), mostram que atualmente estudantes negros, do sexo feminino e de baixa renda são a maioria entre os estudantes das Universidades Federais. Mas como se constituir negro, mulher e pobre em um ambiente universitário que sempre foi branco, machista e elitista?

A Profa. Ma. Letícia Caroline Pereira do Nascimento (UFPI), que participou do I Fórum Esperança Garcia na mesa 1: “A Falsa Abolição, Afrodescendência e Racismo”, diz que mesmo com o perfil dos estudantes da Universidade de hoje sendo, em sua maioria, negros, o conhecimento utilizado na Universidade ainda é branco e europeu; com isso, o espaço universitário também ainda é branco e muitas vezes racista e opressor. "Precisamos tentar cada vez mais e mais enegrecer o currículo da Universidade. Onde estão as filósofas? Quem são as filósofas? Quando é que vamos enegrecer esse currículo?", questiona Letícia.

WhatsApp Image 2019-06-04 at 11.11.59.jpegProfa. Ma. Letícia Caroline Pereira do Nascimento

Dessa forma, o I Fórum Esperança Garcia: raça, gênero, sexualidade e políticas de assistência estudantil justifica-se na expectativa de atrair estudantes, docentes e técnicos-administrativos da UFPI para fortalecer a discussão e reflexão dos temas discutidos, objetivando reunir propostas que melhorem as políticas de assistência estudantil e as tornem mais inclusivas.

Como surgiu a Comissão de raça, gênero e assitência estudantil “Esperança Garcia”

A Comissão foi criada a partir da luta do movimento estudantil do Ocupa UFPI. Em 2017, os estudantes ocuparam a reitoria para apresentar demandas que a Universidade não atende, entre elas a ausência de uma política de assistência estudantil após a lei de cotas. “Uma das pautas era exatamente a política estudantil e o fato de a Universidade não atentar pra essa diversidade étnica, racial e a violência de gênero contra a mulher nos espaços da UFPI”, destaca a Profa. Dra. Maria Sueli Rodrigues de Sousa, presidente da Comissão. Com acordo firmado em 2017, somente no final de 2018 a Comissão de raça, gênero e assitência estudantil “Esperança Garcia” foi criada.                   

WhatsApp Image 2019-06-04 at 11.11.59 (2).jpegProfa. Dra. Maria Sueli Rodrigues de Sousa

Próximos passos

Para facilitar a comunicação entre os estudantes e a Comissão, está sendo discutido entre a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC) e a Superintendência de Sistema de Informação (STI), o acesso à Comissão por meio do Sigaa. A intenção é que o estudante tenha acesso mais rápido e direto à comissão direto pelo Sigaa, ocasionando a diminuição no tempo de resposta entre as demandas apresentadas pelos estudantes e a resposta da Comissão a essas demandas.

O I Fórum Esperança Garcia: Raça, gênero, sexualidade e políticas de assistência estudantil continua e encerra as atividades hoje (05). Confira a programação:

08h30 – Mesa 4: Políticas de Assistência Estudantil – Técnico José Ferreira da Silva Júnior (PRAEC/UFPI) e Técnica Elis Rejane Silva Oliveira (UFPI).

10h30 – Mesa 5: Assédio Moral, Sexual e Lgbtfobia –  Profa Dra Lila Xavier Luz (UFPI) e Discente Jullyany Alves Teixeira (UFPI).

14h  – Mesa 6: Gênero e Violência contra a Mulher – Profa Dra Rossana Maria Marinho Albuquerque (UFPI) e Discente Lara Danuta da Silva Amaral Gomes (UFPI).

16h30 – Mesa de encaminhamentos.

 

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