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Avaliação da Capes atesta bom desempenho dos programas de pós-graduação stricto sensu da UFPI

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Publicado: Segunda, 09 de Outubro de 2017, 15h51

CAPES AVALIAÇÃO

Dos 35 programas de pós-graduação acadêmicos da UFPI avaliados pela Capes, 01 obteve conceito 5; 50% dos cursos elevaram seus conceitos de 3 para 4 e 15 cursos receberam nota 3, o que classifica seus cursos nos níveis entre “bom” e “muito bom”. Este é o resultado do mais recente processo de Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) apresentada na terça-feira (19), referente ao período 2013-2016.

Foram avaliados 5 quesitos, cujos principais indicadores foram baseados essencialmente no desempenho discente (produção de artigos, com discentes e egressos até 5 anos, patentes, defesas de teses e dissertações, livros e capítulos de livros, atividades voltadas ao ensino, dentre outros).

Prof Dr Bartolomeu Cruz Viana Neto coordenador do PPGCM

Coordenador da Pós-Graduação em Ciência dos Materiais, Prof. Dr. Bartolomeu Viana Neto

O Coordenador da Pós-Graduação em Ciência dos Materiais, Prof. Dr. Bartolomeu Viana Neto, fala como iniciou o programa conceito cinco da UFPI. “A Pós-Graduação foi aprovada pela CAPES em 2010 “em nível de Mestrado Acadêmico” com nota 3, tendo sua primeira seleção realizada ainda no final daquele ano. Devido a necessidade de consolidar o PPG foi criado o curso de graduação em Ciência dos Materiais (posteriormente transformado em Engenharia de Materiais), com a primeira turma ingressante em 2013, o que melhorou de forma quantitativa e qualitativamente a procura por esta pós-graduação a partir deste ano quando se formara a primeira turma. Após uma excelente avaliação recebida na parcial da trienal da CAPES em 2013, protocolamos na CAPES o pedido de abertura do doutorado em 2014. Obtendo êxito na aprovação do mesmo, com nota 4, e realizando a primeira seleção conjunta do mestrado e doutorado em 2015. Houve um aumento no número de docentes desde o início do programa, demonstrando um notável interesse por parte de pesquisadores devido à ótima avaliação do PPG e sua estrutura atual”, explica.

E acrescenta que, o mestrado e o doutorado em Ciência dos Materiais contam atualmente com 16 professores permanentes (das mais diversas áreas; Engenharia de Materiais, Física, Química e Farmácia), 09 bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq e 02 bolsistas em produtividade em pesquisa pela UFPI. “O curso conta com uma excelente infraestrutura, com quase 2.000 m² de área construída e mobiliada adequadamente para o funcionamento exclusivo da nossa Pós-Graduação e seus laboratórios.  Diante desse cenário, em nossa primeira avaliação completa recebemos a nota 5 da CAPES (máxima para um curso que formou apenas mestres até o momento), o que demonstra a excelência do nosso mestrado e a consolidação da nossa PG como um todo. Sendo a mais bem avaliada PG de todo o estado do Piauí e uma das melhores do Brasil na área de Materiais. Desta forma, o esforço conjunto de todos os professores (acesse http://www.leg.ufpi.br/materiais/index/pagina/id/8025) foi recompensado até o momento, e nos habilita a alçar voos mais altos rumo a internacionalização e a excelência do nosso doutorado. O mérito maior de tudo isso é do nosso corpo discente, pois os mesmos são a força motriz de toda essa engrenagem que se encontra em total sintonia, e onde obtivemos o conceito de muito bom na nossa avaliação, juntamente com nosso corpo docente e produção intelectual altamente qualificada”, comemora o Prof. Dr. Bartolomeu Viana Neto, Coordenador da Pós-Graduação em Ciência dos Materiais.

prodema professores e alunos do programa participam de evento em desenvolvimento e meio ambiente

Professores e alunos do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente

Segundo a Profa. Dra. Roseli Farias Melo de Barros, Coordenadora do Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, o curso aprovado pela CAPES em 2009 e implantado em 2010, foi concebido no formato de Associação Ampla em Rede, por meio da integração das competências das mesmas IES que integram a Rede PRODEMA. Hoje, o doutorado já contabiliza 26 teses defendidas. “O resultado desta avaliação da CAPES é fruto de um processo de amadurecimento dos nossos cursos, reflexo de um corpo docente com formação, qualificação e atuação diversificadas, experiências em temáticas relevantes para a construção da interdisciplinaridade”, explica.

Os números da Avaliação Quadrienal da Capes

Na avaliação, os cursos recebem notas entre 1 e 7. Segundo os critérios adotados pela Capes, as notas 1 e 2 descredenciam os cursos; nota 3 significa desempenho regular, atendendo aos padrões mínimos de qualidade; notas 4 e 5 significam um desempenho entre bom e muito bom, sendo 5 a nota máxima para os cursos que oferecem apenas mestrado. Notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência. (Acesse aqui o resultado completo da avaliação).

Foram avaliados 4.176 programas de pós-graduação, sendo — 1.270 de mestrado acadêmico, 74 de doutorado, 2.128 de mestrado/doutorado e 703 de mestrado profissional, e a UFPI está nos grupos de distribuição que reúnem 18% e 35% dos programas avaliados no Brasil (ou 744 conceitos 5 e 1475 conceitos 4 do universo de 4.175 avaliados). A avaliação seguiu a sistemática e conjunto de quesitos básicos estabelecidos no Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES), que abrange analisar a produção científica dos cursos, a formação de mestres e doutores e o impacto social dos programas oferecidos pelas instituições.

O Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais da UFPI (nível Mestrado-Doutorado) obteve, pela primeira vez, nota cinco na avaliação da Capes. O Programa de Pós-Graduação em Rede em Desenvolvimento e Meio Ambiente – nível Doutorado, também conquistou nota 5. Além disso, a Universidade passou a ter 16 cursos com nota 4: Física, Biotecnologia, Alimentos e nutrição (M/D), Genética e Melhoramento, Fitotecnia, Desenvolvimento e Meio Ambiente, Farmacologia, Educação (M/D), Enfermagem (M/D), Ciências Farmacêuticas, Filosofia, Ciências e Saúde, Letras, Matemática, Química, Políticas Públicas, configurando desempenho entre bom e muito bom. Além de Antropologia, Arqueologia, Ciência da Computação, Agronomia, Agronomia - Solos e Nutrição de Plantas, Comunicação, Engenharia Elétrica, Geografia, História, Ciências Biomédicas, Odontologia, Saúde e Comunidade, Sociologia, Ciência Animal e Zootecnia que foram avaliados com desempenho regular. 

Conjunto de Fatores

O resultado da Avaliação Quadrienal é decorrente de um somatório de fatores. Nos programas de pós-graduação há um ambiente de respeito e transparência entre todos os integrantes, havendo um esforço conjunto (de docentes permanentes e colaboradores, discentes e ex-discentes) para que os programas tenham condições para realizar os seus experimentos da melhor forma possível, elevando o número de publicações científicas em revistas internacionais e número considerável de projetos financiados e bolsas de produtividade em pesquisa.

Prof. Dr. José Arimatéia Dantas Lopes Reitor da UFPI

Reitor da UFPI, Professor Dr. José Arimatéia Dantas Lopes

“O trabalho realizado pela administração superior em conjunto com a dedicação de todos, desenvolvido com todos esses atores e o apoio dentro do possível da Reitoria é o que fez com que tivéssemos esse crescimento na avaliação dos cursos. Nós criamos dois programas, um de Bolsa de Produtividade para os nossos pesquisadores. Isso tem estimulado nosso corpo docente a participar dos editais de fomento e a produzirem mais. O outro programa é o de apoio à publicação, que destina recursos para aqueles professores que publicarem em revistas de suas áreas, dependendo do nível da revista dentro do qualis, o valor que o professor recebe é diferenciado. Isso é outra ação para estimular os professores a publicarem ainda mais. Esses conjuntos de ações em apoiar e estimular nossos pesquisadores e nossos professores, além da dedicação dos professores e coordenadores no dia a dia e, também, no preenchimento dos dados da Plataforma Sucupira, é o que tem feito que nossos programas tenham crescido e tenham obtidos notas melhores”, avalia o Reitor da UFPI, Professor Dr. José Arimatéia Dantas Lopes.

Coordenador do Programa de Pós Graduação em Física Eduardo Girão

Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Física, Prof. Dr. Eduardo Costa Girão

“O número de bolsistas de produtividade do CNPq na Física passou de 1 (um) para 5 (cinco) durante o período 2013-2016 (mais de 11% do total de bolsistas de produtividade em pesquisa de toda a UFPI). Esses avanços também se refletem no qualitativo e quantitativo da nossa produção intelectual, que alcançou o patamar de cursos nota 4. Nossa produção ocorre predominantemente no estrato QUALIS "A2-B2", contando ainda com contribuição significativa no estrato "A1". Isso foi resultado do entendimento, por parte dos docentes, da necessidade de melhorar os indicadores do programa após a trienal de 2013. Para tal melhora, participamos de editais de apoio à pesquisa da CAPES e CNPq, e fortalecemos colaborações nacionais e internacionais. Além disso, o programa foi severo no tocante à aplicação de rígidos critérios de credenciamento e descredenciamento de docentes (hoje apenas 3 docentes do APCN original figuram no corpo docente)”, explica o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Física, Prof. Dr. Eduardo Costa Girão. 

Coordenadora do PPGENF Maria do Livramento fortes

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Profa. Dra. Maria do Livramento Fortes Figueiredo

Já para a Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Profa. Dra. Maria do Livramento Fortes Figueiredo, o empenho, o entusiasmo, a produção crescente e a infraestrutura são fundamentais para um bom desempenho. “Somos o primeiro curso específico da área da saúde a ter um mestrado e doutorado, isso não aconteceu por acaso, pois reconheceram nosso empenho, entusiasmos, nossa produção crescente. Tivemos uma conquista grande, que foi o prédio onde funciona o programa, talvez seja a única Pós-Graduação em Enfermagem do país que tenha uma sede com essa qualidade de estrutura com salas de aula, laboratório de informática, infraestrutura para orientação, laboratório de pesquisa experimental, uma minibiblioteca e uma parte administrativa. Além disso, temos duas revistas, uma própria do curso, chamada REUFPI, e outra na área de infecção hospitalar. Nós trabalhamos muito, mas também temos bastante obstáculos a serem vencidos. Um deles é essa parte da produção e da publicação do que foi produzido pelo programa. Então, nessa avaliação, nós mantivemos a nota que tiramos na avaliação trienal, em 2013, até porque, o doutorado só começou em 2014 e a avaliação iniciou de 2013 a 2016. Então, foi um período muito curto para se avaliar um curso muito novo, que é um curso de doutorado em Enfermagem. Nós queremos e acreditamos que vamos levantar todos os esforços para na próxima Quadrienal, mudarmos para a nota 5, que é o nosso sonho e que nós estamos perseguindo”, explica.

Mais diálogo

O Prof. Dr. José Arimatéia explica que a administração superior desenvolverá um diálogo ainda maior com os cursos que estão fragilizados. “Com relação ao apoio ao crescimento desses cursos, já conversamos com nosso coordenador dos programas de pós-graduação e pedi que ele analisasse os relatórios relativos a cada curso para vermos onde cada um está fragilizado. Nós vamos analisar a possibilidade de entrar com recursos e ver o que podemos ajudar para que estes cursos superem suas dificuldades. Será um acompanhamento individual, verificando a dificuldade de cada um, propondo oportunidades, soluções para problemas em comum, na busca de promover maior cooperação e sinergia entre a reitoria e os programas”, afirma o Reitor.

vicereitora nadir do nascimento nogueira

Vice-Reitora da UFPI, Profa. Dra. Nadir do Nascimento Nogueira

A principal meta da administração superior da UFPI, após a Avaliação Quadrienal da Capes, é dar novos passos em direção à maior qualificação, intensificando ações para contribuir com a ampliação e consolidação dos seus programas de doutorado. “Quando um programa de pós-graduação obtém conceito 4, ele está apto para implantação de novos cursos submetendo-se à avaliação da CAPES por meio do APCN (Aplicativo para Cursos Novos)", explica a Vice-Reitora da UFPI, Profa. Dra. Nadir do Nascimento Nogueira. E afirma ainda que, “a Universidade envidará todos os esforços e uma política diferenciada para os programas, não só para o que tiveram conceito 4, mas também os cursos que tiraram nota 3, para que alcancem conceito quatro e avancem para o doutorado. Nosso foco é criar mais doutorados, pois quanto maior o número em uma instituição, mais recursos por meio da matriz financeira e maior a capacidade para participar junto às agências de fomento na captação de recursos de financiamento em pesquisa e em pós-graduação, pois a faixa de recursos que cada instituição concorre é em função do número de programas de pós-graduação com doutorado”, afirma. 

Avaliação dos nossos Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação

A Nota 4, em uma escala de 5, para um Programa de Pós-Graduação, segundo a CAPES, é um conceito Bom ou Muito Bom. Ainda de acordo com a CAPES, por essa Avaliação “estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais, orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela Avaliação”, explica a Profa. Dra. Catarina de Sena Sirqueira Mendes da Costa, Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Letras.

Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente

Para a Profa. Dra. Giovana Mira de Espindola, Coordenadora do Mestrado, “o Programa tem contribuído, nestes 15 anos, para a formação de profissionais qualificados para o exercício da pesquisa e do magistério superior, condição essencial para a atuação sistemática no campo do desenvolvimento e meio ambiente no Piauí”.

Pós-Graduação em Genética e Melhoramento

“Com a divulgação do resultado da avaliação quadrienal (2017), a nota do Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento (PPGM) foi elevada de 3 para 4, sendo que em todos os critérios de avaliação recebemos o conceito “Bom ou Muito Bom”. Apesar do curso ser relativamente novo, possuindo menos de dez anos, com a nota 4 já podemos, inclusive, pleitear a abertura de um curso de doutorado. Sabemos que há muita cobrança: CAPES, Órgãos financiadores, CNPq, Universidade, Governo, Sociedade, etc. Dessa forma, só teremos sucesso se o PPGM continuar sendo uma grande equipe”, comemora o Coordenador de Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento, Prof. Dr. Sérgio Emílio dos Santos Valente.

Programa de Pós-Graduação em Física.

“O Programa de Pós-Graduação em Física da UFPI obteve avanços vertiginosos no último quadriênio. Grande parte do crescimento do programa se deve à renovação ocorrida no quadro docente. A continuidade dessa renovação é fator fundamental para a consolidação de um futuro curso de doutorado que buscaremos abrir. E ficamos felizes em ter a certeza de que esta mensagem é entendida pela administração superior da UFPI. Outro fator importantíssimo foi o corpo discente, o qual foi fundamental para o crescimento da nossa nota. Os itens "PRODUÇÃO INTELECTUAL" e "CORPO DISCENTE" são obrigatórios para a promoção à nota 4. A Física do Piauí forma mestres em um ritmo bem acima da média nacional (como apontado na ficha de avaliação do nosso curso). Mais ainda, a média do tempo de formação de nossos estudantes é menor que a média nacional e temos publicações internacionais no estrato QUALIS "A" envolvendo discentes”. E continua, “uma vez alcançada a abertura do doutorado será uma importantíssima contribuição para o avanço científico do Estado. Isso só intensificará o papel do nosso programa no desenvolvimento humano do Piauí, uma vez que o PG em Física da UFPI já tem mais de 20 egressos atuando como docentes efetivos em instituições como UESPI, IFPI, IFMA e na própria UFPI, além de egressos trabalhando em áreas como perícia forense e na educação básica”, explica o Prof. Dr. Eduardo Costa Girão, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Física.

Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia

O PPG em Fitotecnia da UFPI obteve nota 4 na Avaliação Quadrienal 2013-2017 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Em sua primeira avaliação o curso foi muito bem avaliado, agora é trabalhar para pleitear o doutorado de modo a atender a região. Os corpos docente e discente do programa expressaram o sentimento de felicidade com o resultado da avaliação. “Obtivemos uma ótima avaliação e vamos continuar o trabalho conjunto buscando melhorar ainda mais o conceito. Devemos levar em conta que o contexto nacional – nos últimos anos e especialmente em 2017 – não é favorável à expansão e à consolidação da pós-graduação. Ocorreu uma gradativa diminuição dos recursos por meio do Programa de Apoio à Pós-graduação (Proap), além dos imensos cortes no setor da pesquisa (recursos FINEP-CT-Infra), que refletem diretamente na produção da pós-graduação”, ressalta a Coordenadora do PPG-Fitotecnia, Profa. Dra. Luciana Barboza Silva.

E ainda reafirma que o êxito obtido na avaliação é resultado do trabalho em equipe para o cumprimento de metas previamente estabelecidas. “Nossa mentalidade desde o princípio sempre foi buscar ampliar a nota do Programa. Para isso construímos estratégias visando o aumento da produção intelectual, por meio de artigos científicos, técnicos e inserção social. Para todos os docentes e discentes do PPG-Fitotecnia, é o momento de reconhecer e agradecer o esforço dos professores, discentes e da administração superior, Diretor do Campus, Prof. Dr. Stélio Bezerra Pinheiro de Lima e ao Reitor, Dr. José Arimatéia Dantas Lopes, que incentivam e apoiam as ações desenvolvidas junto ao PPG. Agora é hora de consolidar esse conceito e buscar o doutorado, pois acreditamos ter as condições necessárias”, acrescenta.

Programa de Pós-Graduação em Filosofia

“Isso é fruto das análises de critérios objetivos da CAPES, dentre eles, a produção dos docentes e discentes em periódicos/revistas devidamente indexados em livros, e também a realização de simpósios e congressos de peso regional, nacional e internacional. Esta conquista se deve ao empenho e à dedicação de todos os discentes e docentes, aos atuais e aos que já passaram pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia”, comemora o Prof. Dr. Francisco Jozivan Guedes de Lima, membro do colegiado do Programa de Pós-Graduação em Filosofia UFPI.

Programa de Pós-Graduação em Matemática - PPGMAT/UFPI

O Programa de Pós-Graduação em Matemática - PPGMAT/UFPI teve início em 2009. Nos primeiros anos manteve uma associação com o programa de pós-graduação da Universidade Federal do Ceará.  Essa associação possibilitou grande troca de experiência por meio de um fluxo constante de pesquisadores e alunos entre as duas instituições. Na avaliação de 2012, o programa obteve nota 3 e tornou-se independente, porém manteve um forte vínculo de colaboração mútua com o programa de pós-graduação da UFC. 

“Desde o seu início, com trabalho dos ex-coordenadores João Xavier da Cruz Neto e Paulo Alexandre de Araújo Sousa, e o esforço dos  membros, o programa  mantém uma política de crescimento e fortalecimento baseada em alguns princípios fundamentais. O crescimento, qualificação e a diversificação do corpo docente, com vários membros do programa realizando estágios pós-doutoral, além da formação de um grupo diversificado em termos de especialidade, o que propicia a ampliação das linhas do programa.  Outro fator importante foi a qualidade da formação dos egressos que levou  muitos ex-alunos a ingressarem em diversos programas de doutorado pelo país; inclusive alguns destes alunos retornaram ao programa e hoje atuam com docentes. Por fim, o programa mantém a busca constante pela inserção junto à sociedade o que dá retorno em visibilidade institucional e  regional”, explica o Coordenador de Programa de Pós-Graduação em Matemática, Prof. Dr. José Francisco Alves de Oliveira.

Programa de Pós-Graduação em Letras (MEL)

O Mestrado Acadêmico em Letras (MEL) da UFPI recebeu nota 4 na Avaliação Quadrienal da CAPES (2013 a 2016). Tendo iniciado suas atividades acadêmicas em 2004, até a 3ª avaliação da CAPES, em 2012, o Mestrado em Letras da UFPI obteve nota 3 em cada uma delas, o que significava apenas um desempenho médio ou mínimo de qualidade.

Na área de Letras, no Brasil, 11 programas obtiveram esse resultado, e por isso passaram a constituir na CAPES o chamado GRUPO 3 X 3, ou seja, dos programas que conseguiram a nota 3 em 3 avaliações consecutivas.

A CAPES, preocupada com o desempenho desse Grupo, no início desse Quadriênio, ainda no primeiro semestre de 2013, reuniu em Brasília os Coordenadores dos Programas do Grupo 3 X 3 e recomendou-lhes que elaborassem Planos de Metas a serem cumpridas para o Acompanhamento dos Programas, visando a sua recuperação até o final do quadriênio, em 2016. Viu-se ser necessário considerar os pontos mais vulneráveis nas avaliações feitas até 2012, que foram: 1) a falta de definição/delimitação das áreas de pesquisa e orientação, até então muito amplas e pouco objetivas; 2) inadequação da estrutura curricular e 3) baixa produção científica docente, além de muito endógena.

 Diante desse quadro, o Prof. Dr. Francisco Alves Filho, na época Coordenador do Curso de Mestrado em Letras da UFPI, reuniu todo o corpo docente do Programa e, em conjunto, elaboraram um Plano de Metas que, uma vez seguido, poderia solucionar os problemas apontados na última Avaliação da CAPES.

Em 2015, a Profa. Dra. Catarina de Sena Sirqueira Mendes da Costa assumiu a coordenação com o compromisso de dar continuidade à política de recuperação do mestrado que se iniciara na gestão anterior e, em continuidade, fortaleceu ações para a consecução das metas, discutiu providências que seriam tomadas com o corpo docente e estabeleceu um calendário de atividades com o Colegiado do curso, para a avaliação do desempenho dos professores permanentes, no sentido de preparar e adequar o curso para essa avaliação quadrienal, conforme recomendação da CAPES.

“A meta mais difícil e sofrida foi a do Descredenciamento e Recredenciamento do quadro permanente do curso que, por exigência desta meta, professores que vinham colaborando com o curso, por não terem cumprido o critério de produção requisitado, foram descredenciados do Programa. Essa foi sem dúvida a meta mais difícil para todos nós, apesar da orientação de que os professores descredenciados poderiam retornar ao Programa desde que melhorassem sua produção. O resultado chegou: melhoramos o nosso desempenho na avaliação da CAPES e o nosso Programa está em condições também de propor um doutorado, para então prosseguirmos com o nosso atendimento à comunidade que já conta com quase 300 mestres formados nesses 13 anos de funcionamento e que apenas cerca de 10% conseguiram ou estão conseguindo se doutorar em outras universidades do país. Evidentemente que muitos outros benefícios virão com o resultado dessa Avaliação para o nosso curso, com os quais só tem a ganhar o nosso Estado, a UFPI e o nosso Mestrado, com todas as implicações políticas da Pós-Graduação no Brasil”, comenta a Profa. Dra. Catarina de Sena Sirqueira Mendes da Costa.

Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição

O Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição (PPGAN) passou pelo processo avaliativo da área de Ciência de Alimentos (CALIM), referente ao quadriênio 2013-2016. O PPGAN obteve os seguintes conceitos, conforme quesitos, a saber: 1 – Proposta do Programa (Conceito Muito bom); 2 – Corpo Docente (Conceito Bom); 3 – Corpo Discente; Teses e Dissertações (Conceito Bom); 4 – Produção Intelectual (Conceito Bom); 5 – Inserção Social (Conceito Bom).

“Esses resultados permitiram atribuir Nota: 4 como Parecer Final dos avaliadores. Tal resultado deve-se ao trabalho conjunto de todos, e dos grupos de pesquisadores/orientadores com seus respectivos discentes/orientandos no decorrer dos quatro anos. Destacamos que o programa foi avaliado como sendo bem estruturado, apresentando de forma clara os critérios de credenciamento do corpo docente, atento às mudanças decorrentes dos avanços da área, criando condições para propiciar aos alunos uma formação adequada. Durante o quadriênio houve ampliação da infraestrutura de ensino, administração e pesquisa. Existe à disposição dos alunos e dos docentes uma  infraestrutura adequada de informática e biblioteca com acesso ao portal de periódicos da CAPES. Dispõe ainda de projetos financiados por órgãos de fomento CNPq, CAPES, FAPEPI e FINEP. Assim, todos estão de parabéns pelo desempenho do programa”, celebra a Coordenadora do Programa, Profa. Dra. Marize Melo dos Santos.

Mestrado em Saúde e Comunidade

O Programa de Pós-Graduação em Saúde e Comunidade (PPGSC) foi criado em 2015 e, portanto, manteve a nota inicial de avaliação, três, visto que é rotina da CAPES não avaliar quanto ao mérito o item relativo aos discentes, teses e dissertações para mestrados com apenas dois anos de existência. Dos quatro itens avaliados quanto ao mérito, todos receberam conceito BOM ou MUITO BOM.

Dos pontos destacados como positivos, os avaliadores afirmaram que “Apesar de seu início recente, percebe-se que o curso tem potencial para se estabelecer como uma referência acadêmica na região do semiárido nordestino”. Dessa forma, o programa parabeniza a todos os docentes pela dedicação em prol do curso, e à administração superior da UFPI pelo apoio sempre dispensado aos pleitos do programa. “Contudo, apesar da mensagem de que estamos na direção certa, reconhece-se que a confiança depositada nos dá a certeza de que os esforços e a dedicação deverão ser maiores para alçarmos a posição esperada pela CAPES” ressaltou a atual coordenadora do PPGSC, professora doutora Malvina Thaís Pacheco Rodrigues.

O período avaliado pela CAPES correspondeu à gestão das professoras doutoras Keila Rejane Oliveira Gomes (coordenadora) e Malvina Thaís Pacheco Rodrigues (subcoordenadora), docentes de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Colégio Técnico de Teresina/CTT/UFPI. 

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