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Núcleo de Acessibilidade da UFPI facilita a adaptação de estudantes com deficiência no ambiente universitário

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Publicado: Terça, 26 de Fevereiro de 2019, 09h55

Nos últimos anos a universidade tornou-se um ambiente ainda mais inclusivo. É cada vez maior o número de estudantes com algum tipo de deficiência que ingressam no ensino superior. Só no ano de 2018, cerca de 250 estudantes com deficiência ingressaram na UFPI, em todos os cursos oferecidos pela universidade. E desde 2016 esses estudantes podem contar com apoio e orientação para a vida acadêmica, com a criação do Núcleo de Acessibilidade da UFPI (NAU).

Com a finalidade de fomentar a permanência dos estudantes público-alvo da educação especial (PAEE) na universidade e garantir a conclusão com a qualidade do seu curso, o Núcleo de Acessibilidade surge com o propósito de incluir, de fato, os estudantes com deficiência no ambiente universitário. A ação do NAU compreende desde o ingresso, participando das análises das cotas, até a inserção desses alunos em seus cursos. O núcleo trabalha desde a identificação de cada ingressante, até as articulações com a coordenação do curso e equipe de professores para garantir um acolhimento mais inclusivo.

A equipe do NAU conta com uma pedagoga, uma assistente social e uma psicóloga. O estudante ingressante PAEE, passa pelo atendimento com a equipe multidisciplinar e conforme o perfil de cada estudante, ele pode recorrer mais à psicóloga ou ao acompanhamento pedagógico, por exemplo.

O atendimento pedagógico oferecido pelo NAU objetiva auxiliar o aluno quanto à organização do tempo de estudo, por meio de um planejamento conjunto do estudante e do auxiliar (caso o aluno tenha), observando aspectos como número de disciplinas e melhor horário para estudo.

_MG_9565-3.jpgDilma Andrade, Pedagoga do NAU

Além do atendimento ao estudante, o NAU também vem atuando junto aos professores. “Não somos nós que temos os caminhos e as normativas de como que esse estudante aprende. A gente sempre orienta o professor que esse diálogo primeiro tem que ser entre o professor e o estudante, quem vai dizer como consegue aprender é o estudante. O que nós damos é um suporte e apoio para que esse processo, para que essa interação seja de qualidade para os dois”, esclarece Dilma Andrade, Pedagoga do NAU.

O atendimento psicológico do NAU compreende os aspectos emocionais e psicológicos que os alunos apresentam em relação a sua área acadêmica. A universidade faz o atendimento psicológico voltado para a área educacional e os atendimentos mais voltados para a clínica ou psicoterapia, são encaminhados para a rede , para o tratamento adequado. “Quando os estudantes ingressam na universidade a gente chama para fazer um atendimento inicial, para preencher uma anamnese para conhecermos esse aluno, a história de aprendizagem dele, como ele aprendeu até aqui, o que ele sabe, o que ele aprendeu sozinho, quais as expectativas com relação à universidade. Fazemos o acompanhamento desses alunos regularmente, eles ficam mais ou menos cinco ou seis sessões com a gente e se vermos que é uma demanda realmente externa, fazemos o encaminhamento”, explica Brunna Stella Carvalho, Psicóloga do NAU.

_MG_9557-1.jpgBrunna Stella Carvalho, Psicóloga do NAU

Os estudantes com deficiência da UFPI dispõem de uma série de serviços que tem o intuito de proporcionar a melhor condição possível para que todos esses estudantes tenham não só o acesso ao ensino superior, mas para que possam permanecer e concluir a vida acadêmica com êxito. Para tanto, esse estudante pode usufruir dos serviços de um auxiliar acadêmico. O auxílio é oferecido tanto para o aluno que o NAU identifica que precisa, quanto para o estudante que solicita ao NAU esse atendimento. Importante ressaltar que o auxílio não é um acompanhante que tira a autonomia do aluno. “Queremos sempre fomentar a autonomia do aluno, mas às vezes existem alunos que apresentam limitações ou dificuldades, como na hora de copiar, na hora de revisar, de gerenciar várias disciplinas. Por isso, oferecemos esse auxílio acadêmico”, considera Rafaela Santiago, Coordenadora e Assistente Social do NAU.

        _MG_9559-2.jpgRafaela Santiago, Coordenadora e Assistente Social do NAU.

O NAU também é responsável por disponibilizar equipamentos que facilitam a adaptação desses alunos aos desafios que o ensino superior pode apresentar. O empréstimo do kit lupas manuais, disponibilizados para estudantes com baixa visão e dos gravadores digitais que serão disponibilizados a partir desse ano para estudantes com deficiência visual, são alguns exemplos desses equipamentos.

A inauguração do Laboratório de Acessibilidade e Inclusão (LACI) em 2018 foi mais um passo importante do compromisso que a UFPI tem se dedicado a cumprir visando oferecer aos estudantes com deficiência um espaço adequado e confortável para que eles aproveitem ao máximo tudo o que o ensino aqui realizado possui. O laboratório fica localizado na Biblioteca Comunitária Jornalista Carlos Castello Branco (BCCB), e iniciou suas atividades no dia 29 de outubro de 2018.

O LACI dispõe de computadores, notebooks, teclado colmeia, linha braile, máquina de escrever em braile, scanner, entre outros equipamentos. Além das ferramentas citadas, o laboratório ainda conta com uma sala pensada para os alunos surdos e para os que têm baixa visão. Nessa sala os estudantes podem fazer uso de imagens ampliadas em TV. É importante ressaltar que a biblioteca não é somente para os nossos alunos da UFPI, mas para toda a comunidade; assim, outras pessoas com deficiência da cidade podem usufruir do espaço.

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